quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

.e foi assim




‎"Não se concentre tanto nas minhas variações de humor, apenas insista em mim. Se eu calar, me encha de palavras, me faça querer dizer outra e outra vez sobre você, sobre nós, e todo esse amor. Se eu chorar, não me faça muitas perguntas, não precisa nem secar minhas lágrimas. Só me diz que você continuará comigo pra tudo, que tenho teu colo e teu carinho. E ainda que te doa me ver assim, me envolva nos teus braços e diga que eu posso chorar, mas que você não sairá dali enquanto eu não sorrir. Porque é isso que nos importa, não é? O sorriso um do outro".

(C.F.A.)


Isso já aconteceu. Eu não precisei me explicar e mesmo sem pedir nada, foi exatamente assim que ele fez. Insistiu em mim, encheu-me de palavras, não me fez perguntas e me deu seu carinho, seu colo, sua atenção. Me abraçou e esperou pacientemente até eu me recompor. E então, sorrimos!

Confia.




Há pouco tempo uma querida amiga ligou-me. Atendi animada por ver a chamada dela, afinal estou com muita saudade dessa pessoa. Mas logo o entusiasmo se desfez quando ouvi a voz aflita do outro lado da linha. Contou chorando que o avô, tão querido e que já estava hospitalizado, piorara e estava naquele momento na UTI. Eu, que não gosto de ver ninguém sofrendo, de um jeito exclulsivo ainda mais, não consigo suportar vê-la chorar, senti meu peito apertadinho. Essa palhaça que por vezes entra em leitos hopitalares e passa um pouco de conforto à pacientes e acompanhantes, ali naquele momento me senti completamente impotente, sem qualquer palavra a dizer. Sem qualquer força pra dar, pra consolar. Faltou força pra mim também! Prometi ir até ela assim que sair do trabalho e desliguei o celular.
E foi ali, que uma luz tomou conta do meu corpo, do meu ser e me tranquilizou. Sussurrou pra que eu ficasse calma pra poder confortar minha amiga. Não há maior consolo que a Fé. Eu não preciso que me digam, eu acredito em algo maior. Em algo divino. Seja como for pra quem for, existe uma energia tão generosa que age no Universo e nos ilumina, mesmo que não entendamos bem como funciona. Amiga, queria dizer pra deixar jorrar essas lágrimas e depois erguer o rosto e desapegar da matéria, pois como diz Antoine Saint-Exupéry "O essencial é invisível aos olhos". É doloroso e difícil, não estou dizendo que é fácil, admito. Mas é necessário. Algumas vezes passamos por coisas que não queremos, mas precisamos.
É preciso compreender que o bem, muitas vezes, está onde julgamos ver o mal. Queria ainda dizer: "Nada se faz sem um fim inteligente e, seja o que for que aconteça, tudo tem a razão de ser." (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec). Minha amiga, tenha FÉ, ponha seu desespero e seu amor nas mãos de Deus! Confia, que tudo seguirá. Estou aqui, para tudo, como você sempre está para mim!

Te amo, linda!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Só faltou um pouco de vinho e filosofia...




Parece que os conheci há milhões de anos, quando na verdade foram só alguns meses. E nesse meio tempo, tenho convivido com alguns poucos mais frequentemente (mesmo em uma escala menor, vc está nessa Nique). E com eles tenho compartilhado grandes e especiais momentos, com eles também lanço-me a criar laços, de um jeito tão forte que sem precisar trocar palavras conseguimos nos comunicar. Então hoje, passar parte da minha noite ao lado deles, foi de um prazer extraordinário. Cada abraço, cada risada, cada apelido (alguns que não condizem com a realidade, não é Gê), cada cantada de pedreiro, cada susto na beira do mar(porque a Nique não só ri, mas me protege também), cada acerto ou erro de frescobol dos nossos atletas (estamos contigo Tesudinho!), cada pisar na areia, cada afastar suave do cabelo no meu rosto, cada vez que estamos juntos, essas pessoas me fazem mais feliz, me fazem ser melhor. E quando estão longe, eu sinto uma saudade insaciável. Por isso e muito mais que não cabe aqui, quero mais dessas bobeiras de hoje e tantas outras. AmoMuitoTudoIsso!!! Seus lindos: Nique, Tesudinho e meu Nerd favorito. <3

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

to die, go...




Chorando.
Não sei se é a sensibilidade feminina ou algo mais. Preferiria não saber, mas o coração de uma mulher não é um segredo, não para ela. O que faz parte de mim, é também o que me agonia, o que me machuca.
Há muito tempo atrás escolhi acreditar em muitas coisas, porém muitas coisas não fazem mais sentido. O desejo do Universo parece uma piada sem graça de choque na mão do palhaço. E eu me perco nesse labirinto ainda mais do que já estava perdida. E é porque pensava que não se podia perder o mesmo chão duas vezes seguidas. E a única coisa que parece sincera é o trecho da canção que diz "pobre coração o dos apaixonados".
Acreditar parece ser a nossa maior fortaleza e maior ainda nossa fraqueza.
Sinceramente, eu não queria mais falar com você, queria não mais ver você e principalmente queria proibir minha mente de lembrar você a todo momento e meu coração de sentir saudade a cada segundo, mas principalmente ser atendida. Pra ver se assim, aqui dentro, tudo se aquietasse. Infelizmente isso é só um querer, porque meu masoquismo me faz ver fotografias cortantes, frases dolorosas e declarações torturadoras. Principalmente porque inevitavelmente eu não consigo ficar sem você!

Alguém pode arrancar meu coração e dar aos tigres??

Postagem 100 batida...




É, minha postagem anterior foi a centésima do blog e eu perdida em minhas dores emocionais, simplesmente deixei passar sem dar nenhuma notificação ou reconhecimento. Pois bem, faço deste instante, o grande momento (apesar de atrasado) porque como dizem, o importante é a intensão.
Pra ser sincera, não pensei que um dia sentaria e publicaria a postagem de número 100. Pra mim esse número era completamente longe e por mais que eu tivesse ideias, quase sempre tenho preguiça de digitar, sim, confesso que é isso mesmo, tenho preguiça por três motivos: primeiro que passo dia todo digitando e escrever no computador a noite, torna-se mais uma parte cansativa das horas anteriores, segundo porque prefiro estar com pessoas, criando momentos e capturando lembranças, terceiro porque o facebook prolonga a sensação de estar ao lado dos meus queridinhos e isso me atrai mais ultimamente.
Contudo, é bom, abrir o blog e ver que esse número não é platônico, ele chegou. Faz refletir, e perceber outros pensamentos impossível, possíveis e pensamentos não pensados até então, como possibilidades.
E eu então não ligo se não há leitores, pois hoje percebo cada vez mais essa ferramenta como um escape, (é nojento o que vou dizer agora, mas é a verdadeira comparação fiel) sinto como se fosse um dedo na garganta provocando o vômito involuntário do que mais me importa ou mais tento esconder. Então tudo flui e anestesio-me.
Obrigada companhia que mesmo presente pra qualquer momento que eu precise desabafar, não me acompanha e torna-se assim, meu reflexo, duplamente, ambiguamente, verdadeiramente.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Onde estará você agora?



Eu ia escrever alguma coisa aqui, sobre meu coração, sobre meu sentimento, sobre o que não interessa a ninguém, mas que por alguma razão (que não existe, e muito idiota) pensei que sim. Porque, por um breve momento vulnerável e bagunçado de mim mesma, tentei desabafar, mas vi à tempo que a força que me ergue, é principalmente aquela que me derruba. É subjetivo e pessoal, então não ligue se não entender, não é pra isso mesmo, a não ser, para aqueles que realmente conhecem minha alma. Estes sim, saberão do que estou falando. Então, decidi fazer uma oração:


A lembrança do passado que dói e que martiriza, levai para outra margem, pois sei que o ferimento tem que ser sentido, mas cicatrizado tem que ser esquecido. As escolhas feitas, por vontade pura, por interferência, ou imposição do destino, já foi tomada. Dai-me força pra persistir no caminho iniciado e ergue meu rosto para não olhar a maldição da saudade do que não foi. Mesmo que o coração fale o contrário.
Sei que não é no meu tempo e sim no Teu, que não é o mesmo dos meus dias, mas consola o lado esquerdo do meu corpo, pra que minha alma não se afogue na tristeza.
Afasta de mim esse cálice. Afasta de mim o amor.
Por favor, por favor, por favor, por favor, por fav...

sábado, 17 de dezembro de 2011

Mais que sonho


Depois te tantos pesadelos e desesperanças, hoje tive um sonho especial.
Impossível ao meus olhos, mas prefiro não pensar nisso agora, prefiro ficar com toda a emoção, a sensação que ainda permanece em mim, mesmo depois de acordada. É como se ainda estivesse lá, pois cada detalhe ainda está na minha mente, como se fosse uma lembrança viva.
Não foi nada de extraordinário, foi apenas um abraço. Um abraço que há um ano e três dias não sinto... mas meu corpo todo ainda lembra cada detalhe, cada lugar mais macio, mais rígido, mais suave, como se tudo estivesse ali, diante da minha pele mesmo. E eu pude sentir também o que desde então não sentia. Segurança, calmaria, harmonia, compreensão, felicidade, tudo que há de bom, principalmente Segurança. Talvez esse tenha sido o jeito de algo maior (como meu anjo) de me mostrar que estou segura e só sentiria essa sensação com a imagem dessa pessoa. Ou talvez os sonhos seja viagem astral mesmo, e por tanta saudade eu tenha-o buscado. Ou ainda que sonhos são desejos do inconsciente, e mesmo que eu recuse ou nego está aqui dentro. Mas prefiro não tentar racionalizar, achar um significado, e coisas assim. Escolho manter essa emoção aqui comigo, tentando externar para que outras pessoas a sinta de tão boa e transcendental que ela é.
Sinceramente, gostaria que tudo que vi nesse sonho, tudo que vivi e consequentemente tudo, tudo que senti, fosse verdade, que se realizasse.

Os braços enlaçados do jeito "certo" do abraço, o corpo todo colado, sentido. A pele macia, o cheiro, lembro até dos detalhes da nuca que eu tanto gostava de tocar, refiz exatamente do mesmo jeito. O respirar sincronizado, os corações tão próximos e unidos, quase um só. Por mim, podia ser dois, sendo um par!

"que é pra ver se você volta,
que é pra ver se você vem,
que é pra ver se você olha pra mim"


à todos BOM DIA MARAVILHOSO.
<3

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

i nos pingos


E hoje faz exatamente um ano.
É, o tempo passou, mas isso não significa que me curou. No fundo acho que essas coisas não se curam, apenas se acostuma.

Normalmente eu vou para casa, essa noite evitei. Quis fugir de antigos fantasmas, de velhas lembranças. Engano meu, não se pode fugir do que está dentro de nós. Então, me pergunto: Porque tantos casais na rua hoje? Porque a Lua Cheia, a lua dos amantes? Porque o frio, convite de uma companhia? Porque exatamente neste dia? Porque alguém no lugar onde eu não devia estar?
Talvez pra confrontar, pra pesar, pra sentir. Pra arrumar o armário interno, ou apenas pra redescobrir o que nunca esteve perdido. Ainda bem, que não me dediquei a pensar, a racionalizar ou analisar. Senti, tão forte, intenso e incerto como da primeira vez, porém dessa vez, diferentemente, foi desesperançoso.
Contudo, reconfortante, o passado passou pra todos, o futuro não se sabe. O presente está controlável. E penso nos grandes contos e nas grandes fábulas de amor, cheia de finais felizes, tão distante da realidade de meros mortais como eu.
Hoje, em pleno meados do mês de dezembro, pra mim, parece congelado, não há dias à frente, nem máquinas do tempo para trás. Apenas um dia sem fim. Como há um ano atrás, também se colocava um ponto. Mas prefiro aquela noite que já aconteceu, porque foi bipolar, contia o misto dos extremos "melhor e pior", afinal, o amor é assim, possuí as duas faces.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Relacionamento (Arnaldo Jabor)

Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:
- 'Ah,terminei o namoro...
- 'Nossa,quanto tempo?'
... - 'Cinco anos... Mas não deu certo...acabou'
- É não deu...?
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico; que é uma delícia.
E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante...e se o beijo bate... se joga... se não bate...mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria compania?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração. Faz parte.
Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo
E nem sempre as coisas saem como você quer...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim...quem disse que ser adulto é fácil?



Precisa dizer mais nada, neh?! ^^

domingo, 11 de dezembro de 2011

pensamento solto

"E era por isso que ela gostava daqueles abraços. Os apertados. Porque era ali que ela encontrava tudo o que havia de mais bonito. "- Caio F Abreu


Hoje tive um sonho, bonito e impossível, mas que me fez me sentir melhor... como se passado, presente e futuro fosse a mesma coisa, que não havia saudade nem medo, ou coisas assim. E isso é meio louco porque enquanto tento digitar e ordenar meus pensamentos, percebo que isso ja ocorreu, então estou tendo um dejavu exatamente agora.
Melhor ir nessa...


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Filosofia de Criança


Quando um palhaço entra em uma ALA, por mais experiente que possa ser, é impossível saber como será aquela visita, porque as crianças são imprevisíveis.
Quando Muriel (está palhaça que vos narra) junto com a Pipoca e seu irmão Mucunzá, entramos no 2° andar do Hospital Infantil Albert Sabin, não podíamos imaginar tão grande seria aquela pequena tarde. Entramos devagarinho, meio escondido dos olhos curiosos dos pequeninos, que esperto como são, correram para as portas e afirmavam "estou te vendo, estou te vendo". A cada expressão de susto por ser surpreendido pelas vozes e a cada atrapalhada para nos escondermos, eles se divertiam ainda mais.
Paramos na porta do 1° quarto e pedimos para nos escondermos ali. Três das quatro crianças naquele leito permitiram nossa entrada, porém a menina M. nos barrou. Mas um nariz vermelho (amarelo e laranja também) jamais desiste de um largo sorriso e uma bela brincadeira. Tentamos então negociar uma entrada, sem sucesso, argumentamos que estávamos sendo perseguidos por ninjas pigmeus secretos dos quartos vizinhos e precisávamos daquele esconderijo, nos propusemos a sair rapidinho e ainda nada, apelamos até tentar encantá-la com o poder da espada rosa mágica do Mundo-Encantado-Oceânico-do-Pinto-Molhado, mas nada funcionou. Quando pensamos que teríamos que nos conformar e atuar ali mesmo, M. nos liberou entrar. Cada um teve a oportunidade de se apresentar com a ajuda do apresentador "Quem me dá dinheiro", vulgo Mucunzá. Mas a família do milho organizou um complô com uma das paciente e sua ajudante para esconder minha espada do poder. Com isso, criou-se uma saga a procura desse meu relicário que envolveu todos dos quarto, inclusive M. que foi uma gracinha, junto com os meninos A. e F. Mesmo sabendo que estava com eles não conseguíamos recuperar porque Pipoca e Mucunzá escondiam por dentro da roupa, nas costas, lençol (e acredito que até dentro do chapéu, junto com os piolhos de estimação do Mucunzá) :S... E foi durante essa peripécia palhaceana que nosso amiguinho A. nos abordou, e com uma voz tão suave quanto um cantar de ninar, soltou: " eu não sabia, mas hoje eu entendi como se mente dizendo a verdade". Nesse momento, eu, Pipoca e Mucunzá que estávamos de mão dadas, de frente um para o outro, nos entreolhamos cientes da importância daquela frase e ao mesmo tempo sem entender. Ah, o olhar das crianças! Captam mais do que podemos ver, mais do que podemos explicar, e muito além do que pensamos saber ensinar.

Essa frase ainda me surge espontaneamente na cabeça e eu penso que eu aprendo mais com eles do que o contrário. E que a arte do palhaço é bela por ser reveladora nos sorrisos, que de forma simples e sincera torna tudo uma coisa só!

ass. Muriel doce adocicado com mel

(post criado para o blog http://risonhos.org/blog/ )

sábado, 26 de novembro de 2011

A Melhor Parte de Qualquer Coisa


Tem dias que simplesmente não esperamos nada. Apenas deixamos cada coisa, cada vento soprar naturalmente. E é nesses dias, que pensamos que tudo é opaco, então que tudo balança e recebemos muito além do que esperamos.


Depois de uma manhã cansativa de trabalho, eu não pensava em fazer absolutamente nada. Sentia apenas aquela vontade baiana de ficar deitada, e só. Foi quando recebi um telefonema que instigou-me a sair de casa e ir pro Manifesta! Fui. Não fazia a menor ideia das boa energias que iam rolar, das lembranças gostosas que iam se construir. Apenas me atirei sem expectativas ou planos ao que a noite pudesse me dar. E olha como é o desejo do Universo. Juntou-se o Trio Trindade Truta mais uma vez, meu belos, fieis e queridos amigos: "Tesudinho" e "Pablito". Essa sem dúvida foi uma das melhores saída que tivemos juntos. Cada dancinha, cada passeio entre os espaços, os sons, as brincadeiras e as pesquisas internas, tudo revelava-se estranhamente bonito e encantado. Pra finalizar, seguimos caminhando até a praia para ver o nascer do Sol. Os pés descalços na areia era muito gostoso, mas não era o suficiente. Então, de mãos dadas, unidos como somos e sorridentes, entramos no mar. Quando fecho os olhos, sinto nos lábios o gosto salgadinho daquele banho maravilho e lembro de nós três abraçadinhos estendidos relaxadamente na areia, curtindo o sol e se aquecendo.
A vida é uma roda gigante de momentos, alguns mais intensos, outros mais suaves... e tem aqueles especiais. Especiais porque são divididos com pessoas que gosto, que gostam de mim! Acontecimentos despercebidos aos olhos dos outros por parecer bobos e simples, aos meus não. São especiais por serem com pessoas especiais pra mim. Pessoas que se tornaram tão especiais de uma maneira indescritível, que fazem meu ser ficar em paz só com sua presença. E com eles eu quero dividir uma kombi colorida, cheia de malas, sons positivos e um quinto elemento (cachorrinho do tesudinho) e partir pra uma viagem-curtindo-adoidado no nosso litoral. Com eles eu ainda quero me divertir muito fazendo coisas sem saber, como cantar num videokê derrubado (e ainda pode ser o repertório do Amado Batista) e cozinhar comidinhas de receitas gostosas como tá no nosso plano de trio, porque pra ser feliz não importa onde estamos ou exatamente o que fazemos, basta estarmos juntos e todo o resto aparece.

Porque esta com eles é a melhor parte de qualquer coisa.


Do meu jeito particular e simples, AMO muito vocês dois: Diego e Filipe.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Sentada na frente do pc, com os fone no ouvido, escuto True Love (SOJA), sinto meu corpo balançar de um lado pro outro, mole e pesadinho. Como se quisesse cair, como se a gravidade puxasse. O som acalma e me passa uma paz dessas que só o reggae trás. Exatamente o que eu precisava, depois de um dia "pancada", cheio de decepções... esse momento, meu!

domingo, 30 de outubro de 2011

Passagem


Era o primeiro dia de outubro, um sábado a tarde, quando fomos visitar a ALA infantil do Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS), era meu primeiro ato treino, já como Muriel, minha clown. Ao contrário do que eu mesma pensei que fosse me acontecer, não estava ansiosa, não estava inquieta, nem nada. Estava invadida por uma tristeza (assuntos pessoais). Mesmo assim estava lá.
Magicamente tudo foi ganhando forma... a cada vez que pintava o rosto, vestia a roupa, ajustava o cabelo, e assim lá estava a Muriel. Sem traumas ou assuntos pessoais. E agora sim, as borboletas voando dentro do estômago. Será que as crianças iriam gostar? Era a primeira vez que entraria como palhaça. Bem, nos preparamos; como as visitas são de três palhaços, fiquei com a palhaça Lola e Inhá Amarela.
Incrivelmente naquele dia, todos os funcionários estavam simpáticos com os voluntários. Brincamos com todos e de um modo natural fomos correspondidos. Começamos pelo 4º andar. Foi um pouco difícil entrar no primeiro quarto, pois nosso anfitriã não nos permitia. Até que tiramos nosso elemento mágico da manga! Sim, as bolhas de sabão. Ele ficou encantado e permitiu que eu entrasse devagarinho. Logo minhas companheiras entraram também.
Foi uma visita muito divertida naquele andar, mesmo sendo minha primeira vez, tive um bom entrosamento com o trio. No segundo quarto, havia um garotinho, pequenino, não lembro sua idade, mas estaria entre seus 4 aninhos. Tentei brincar com ele, mas ele se dedicava apenas a televisão e me ignorava, foi então que me posicionei do mesmo jeito que ele: agachei um pouco, coloquei uma das pernas em cima do joelho e fiquei equilibrando o corpo em uma perna só. Mas de repente sem planejar comecei a "bambear" de lá pra cá, de cá pra lá, e o garotinho não pode controlar o riso. Percebendo aquilo continuei propositalmente e do riso, levei o menino a gargalhadas e gargalhadas. Nos demais quarto, tudo ia fluindo perfeitamente. Até as crianças de outros quartos, acompanhantes e enfermeiras nos seguiam em cada leito.

Em um dos momentos estávamos com tantos espectadores que uma médica que estava no andar chegou correndo e apavorada achando que a multidão no quarto era porque alguém estava passando mal (rsrsrs).

Entre as paredes do singelo hospital, realizamos desfiles, concurso de dança, concurso de nariz, briga pra passar primeiro na porta, encontramos um amigo oculto do palhaço Pimenta, o sr. Alho, inventamos histórias, brincamos de esconde-esconde, pega-pega de bolinhas, etc... mas o mais importante: Levamos para casa sacolas lotadas de sons de gargalhadas, e muita, muita felicidade!!

Mas houve um caso em particular. Um menino de 8 anos, o A., já no último quarto do 4º andar. Ele interagiu muito bem com todas nós. E no fim de nossa passagem, pediu que voltássemos no dia seguinte, lembramos que havia ato marcado e argumentamos que outros palhaços iriam voltar, afinal não estávamos escaladas. Mas ele foi taxativo, queria NÓS! Eu então não consegui resistir aquele apelo, e prometi voltar.
No dia seguinte, lá estava eu. Maquiada e vestida, pronta para mais um Ato. Meus companheiros nessa viagem "alucilúdica" eram os palhaços Pimenta e Borboletinha. Nos desbravamos pelo 2º andar. Já no final do ato, Muriel (doce como o mel) permitidamente pelo Pimental, deu uma escapadinha para ver o A., no 4º andar.
Entrei timidamente pelo corredor, estava pouco tensa, não tinha nenhum outro clown para fazer alguma palhaçada pra ele rir, pensei que aquela visita seria um desastre, mas uma promessa feita por um palhaço, é mais que uma promessa, é uma dívida que precisa ser cumprida. Cheguei na porta do quarto dele. E o sorriso que ele abriu ao me ver, pagava todo o fim de semana. Entrei, fiz a higienização habitual, e fui para perto da cadeira que ele estava sentado. Não fiz nada engraçado, apenas conversamos. Não lembro como, iniciamos uma atividade de espelho um com o outro. Estava divertido. Até que ele parou e me fitou seriamente por algum tempo. Eu ainda presa ao espelho, fiz o mesmo. Então ele, com seu dedinho indicador direito, encostou no meu nariz vermelho, sem pensar fiz uma cara de susto, e ele... caiu no riso! E fez de novo, e de novo, e de novo... e cada vez ria mais e mais, era uma gargalhada atrás da outra, livre e gostosa de ouvir.

É uma gargalhado gostosa de lembrar. E é por isso que quase todas as manhãs, em minhas sacrificantes viagens urbanas para o trabalho, lembrar dele, do riso sincero e espontâneo de um gesto tão simples quanto a expressão de um susto, daquela passagem tão rápida que foi, torna meu dia mais colorido e feliz.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011




Olhar o pôr do sol não tem a mesma beleza se está sozinho... se está com o coração partido e sem previsão de reconstrução. Sem uma ampulheta que pare o tempo para que eu possa colar meus pequenos cacos. Parece que o que mais tememos é o que mais nos acompanha!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

E de uma coisa à outra.


E de tanta alegria e tanta felicidade, uma tristeza que cabe exatamente nas minhas medidas. E das lentes de satisfação, uma insatisfação de tudo, de todos. E o que floresceu, murchou. E a luz, apagou-se. E a paz, inquietou-se. E a harmonia, descompassou-se. E o que era belo, agora já não é. E da canção imortal e singular, uma triste valsa solitária, efêmera e comum à todos os corações partidos e jogados nos cinzeiros dos botiquins. E do sublime e transcendental, o vulgar e incoerente. E os lábios não sorriem mais. E os sonhos não surgem mais nas madrugadas. E a frequências dos assobios nem sequer existe. O céu já não é mais tão notório. E o concreto... por certo que um dia quebra e dissolve. Mas aqui, ainda um resto de sinceridade, de colocar pra fora o que esconde-se lá dentro do mágico mundo das emoções particulares do meu ser. E se um dia tudo isso foi contrário, uma especial e inesquecível lembrança capturada pelo sentimento. E... pela ajuda de um anjo terrestre que cortou as próprias asas e vaga sem amarras, casado com o vento, pelas horas do tempo. Com o olhar que melhora outros olhares.

sábado, 9 de julho de 2011

Homens e todos os problemas que vêem com eles

É comum por aí bordões dizendo que as mulheres são complicadas, são de fases, etc... mas alguém esqueceu de mencionar que a sociedade masculina não fica muito atrás! Homens complicam da mesma forma ou até mais a nossa vida feminina. Quer saber a verdade mesmo, são eles que transformam a nossa pobre cabecinha numa confusão ambulante.

Porque dizem que tudo que a mulher faz ou diz não condiz com suas reais intenções e que com os homens isso é exatamente o contrário, porém é aí que meus "tico-e-teco" entram em briga. O cara diz que quer, diz que vai e na hora.. sumiu! Liga, chama pra sair, pega telefone, manda mensagem e... sumiu! O que é intenção e fato de acordo nesses episódios?? Porque eu não vejo. São tão desencanados que não lembram, que ligam, que não aparecem, que não sentem necessidade, que apenas curte quando está ali, mas que acontecer de novo é uma questão de destino... Aiiii.. E eu? Eu me apaixono por esses caras! Por estar sempre procurando uma felicidade pessoal, uma música, uma dança, uma noite qualquer onde o imprevisível é mais encantante que qualquer mulher. Por isso eles me atraem, e me transformam em uma pessoa ansiosa, de mente mais inacreditável possível. :?

Afinal no fundo, eu não quero alguém que se apaixone por mim a ponto de me entregar sua própria vida, não quero ser responsável pelo sofrimento sentimental alheio, então esses "desencanados" não sentiriam nada se um dia inevitável (como sempre acontece, pois tudo é finito), tudo que fosse construído fosse simplesmente abandonado. E esse é o grande problema que esses homens trazem consigo, conseguem me fazer querer-los mais do que eu posso, justamente porque não os posso ter. Complicado, ne?! Pois é, mas tudo por causa deles, os homens que fazem isso com nossa mente feminina, como já disse antes!

Enfim, homens são mais complicados que as mulheres, tão previsíveis! quer um bom exemplo?

É só ler a postagem que vou deixar lincada ai em baixo. É meio "sacana demais", mas nem tanto... hehehehehehe

Os românticos que me perdoem, também tenho meu lado sensível, mas precisamos conhecer todos os ângulos (;



http://va-go.blogspot.com/2011/07/babaca-mas-nem-tanto.html

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Velha Nostalgia

Por mais que pareça que o tempo não passa, ele passa!
Passa e leva tanta coisa com ele, leva o que deveria levar e também o que deveria ficar. Muitas coisas ficaram pelo caminho ou será que fui eu que às passei, decida como preferir. Hoje, não sei porque, quis olhar pra trás. Coloquei Coldplay pra tocar, olhei velhas fotos no pc, pessoas que não estão mais comigo, e veio aquele frio na barriga que algumas lembranças trazem, como borboletas soltas voando dentro da gente, veio aquela sensação de quando sentamos no banco de trás do carro e ficamos olhando tudo que vai se distanciando até sumir, de repente me tornei mar tomado por ondas de emoções e sentimentos antigos e novos.
Um passado bonito, cheio de histórias assim desperta tanta saudade.
Alguém na foto é mais do que apenas um rosto. E eu lembro tão perfeitamente como se fosse hoje o dia em que lhe vi pela primeira vez, sua bermuda pop combinando com seu all star e aquele cabelo meio ruivo que todos chamavam de "lorão". Mais e mais imagens passam como flash, como um curta metragem mudo: as festas; os pós-festas; um carro aconchegante; as gargalhas; os sorrisos tímidos alternados com a malícia dos seus lábios; os olhos de pequenos botões donos dos olhares, ora gulosos, ora admiráveis, ora românticos, ora sedutores, ora distantes... suas mãos fortes, quentes, decididas; seus beijos molhados, apaixonados de desejo, longos, breve e imortais na minha memória; o suor; a voz, os sussurros, a respiração; as madrugadas, os sons hard e frios comoventes; os mais prazerosos delírios, as mais indescritíveis loucuras; a frenética inconstância do querer; a ausência da razão e persistência dos instintos; o amanhecer, o dividir; o descobrir, o despertar e o brincar; o viver; os corpos!
Agora, olhando os velhos retratos, quase em branco e preto, e olhando o quarto como está... não há nada além dessas fotografias e da saudade que tenha restado. O númeno nos contatos do meu celular já foi deletado, acredito que no seu também, os virtuais ainda estão aqui, mas nenhum de nós ousa abir esse antiquado baú, assim os segundos, as horas, os meses vão passando e vai ficando apenas o passado.
Embora ao redor a finitude nos assole, os sentimentos não sejam os mesmo e não tenham as mesmas intensidades, não quer dizer que não exista mais nada. Como a lei de Lavoisier "nada se perde, tudo se transforma".
Ainda há em mim o que havia antes, porém, de outra forma, em forma de carinho e a vontade de que seja cada vez mais feliz.


P.S.: Essa nostalgia não é daquelas que martiriza pelo querer de repetir tudo de novo, é daquelas que alivia por saber que esses momentos de felicidade existiram. s2


serás eterno para mim... jmaf!

domingo, 26 de junho de 2011

Alê, Alegria!!


O seu olhar no meu,
O seu olhar, seu olhar melhora
Melhora o meu.



Já faz um tempo que estou sentada aqui, tentando começar esse post. Tudo está dentro de mim, mas não consigo ordenar as palavras para descrever ou chegar o mais próximo disso. É tanta alegria, tanta felicidade que não cabe em mim. Estou flutuando em nuvens. Porque? Ah, o porquê, é a melhor coisa que existe. O porquê tem cachos e olhos castanhos, um sorriso mais lindo que todos os sorrisos do planeta e um ar cativante. O porquê me escuta atenciosamente com seu olhar de me olhar que não consigo traduzir nessas palavras limitantes. Só posso dizer que o porquê da minha alegria, me faz muito bem. Me faz um bem que eu não pensava que pudesse existe, ou que eu pudesse sentir. Fazia um tempo que não via o mundo com lentes de satisfação e assim de repente sem que eu percebesse a tempo de evitar, algo naqueles olhos me captou, de tal forma que algo em mim mudou, algo floresceu. Se existem anjos na terra, ele deve ser a própria prova, e só sei que eu tenho sorte de ter encontrado-o. De ter tocado-o e de ter sido cativada por ele. Ele tem tamanha delicadeza que faz minha alma encher de luz, de paz e harmonia. De beleza. Eu sinto como se tudo se transformasse numa canção imortal e singular, sem final. Talvez não seja exatamente assim, mas é assim que eu me sinto e por isso não quero pensar em mais nada, em nada que venha depois. Quero apenas viver esse momento sublime e transcendental que me cobre, que me laça sem que eu o procurasse. Acho que é um presente, que está me ajudando a crescer e principalmente me erguer. Tenho andado mais sorridente que de costume, tenho sonhado mais, tenho assobiado com mais frequência e reparado com mais detalhe no céu, na natureza, nas pequenas gentilezas... acho que isso é tudo consequência do próprio bem estar. Do bem estar que esse saúde me proporciona. Há pouco tempo atrás tive momentos triste, solitários, apesar da presença de tantas pessoas, mas tudo era diferente, os sorrisos era superficiais, agora não, tudo é de fato sincero. Tudo é concretamente bom, feliz, sincero. Eu sinto essa vontade de viver!! De estar em qualquer lugar, de buscar o mágico de Oz, de visitar a Terra do Nunca, de passear no País das Maravilhas, de pisar descalça na areia da praia, de fotografar cada instante do mundo, de correr ao vento, de dançar livre no por-do-sol, de contar estórias ao pequeninos, viajar por ai em uma kombi toda pintada com nossas cores e sonhos pelo litoral nordestino, de filmar diversas manifestações culturais, de comer morango nos dedos, de ouvir e cantar o mapa-mundi quantas vezes der vontade, de acampar, de passar horas olhando o olhar que melhora o meu olhar. Que faz meus lábios sorrir e meu espírito alegrar. Alê!
Simplesmente me faz bem, assim sem saber o bem que faz, quando estás. E ontem, fui surreal. Eu passei o dia todo pensando naquele sorriso e não sei se por sincronicidade, por força do destino, por graça de Deus ou querer do Universo... só sei que inusitadamente ele estava aqui. Como são as coisas, ele apareceu pra além de salvar-me ainda salvar minha noite que estava prevista para fiasco e tristeza. Não há mais o que dizer, além de OBRIGADA por me fazer, mesmo sem saber, muito FELIZ!!!!! <3

sábado, 25 de junho de 2011

Bom Dia!




Hoje acordei bem disposta, até me alonguei ao levantar da cama. Fazia tempo que não me sentia dessa maneira. Talvez essa sensação de bem estar devasse a noite de ontem. Nossa! Como foi legal, também não recordo há quanto tempo não saía como saí ontem. Tá certo que foi para o velho Dragão do Mar, e provavelmente tenha sido justamente por isso mesmo. O velho... as velhas e boas lembranças! O show no Rogaciano Leite foi espetacular, inesperado para mim e minha companhia de fato. Andamos por lá, brincamos, rimos pacas, e ele ainda me deixou ser a "dona da noite" termo tão antigo usado por mim e outros amigos que há tampos não nos reunimos e tão pouco sei se retornaremos a nos reunir. E eu pude me libertar um pouco, falar sobre o que eu quisesse falar sem me preocupar com julgamentos alheios, compartilhar pensamentos, pude ser um pouco do mínimo do que Clarice Lispector chama de Se eu fosse Eu. Os assuntos e a conversa se desenrolou tão naturalmente e agradável.
Confesso que antes de ir, fiquei em dúvida. Porém, às vezes se jogar assim no mistério do desconhecido é surpreendentemente bom. Foi com essa teoria que me desarmei por um momento e me permiti receber o que fosse pra mim, vejam só: foi ótimo, eu curti de montão.
Bem é isso, só queria descarregar um pouco dessa minha satisfação, às vezes eu venho por aqui, vejo alguns velhos posts e acho tudo tão triste, mas eu não sou só tristeza. Eu mais que ninguém sei que como todos e qualquer outro ser humano, tenho momentos de tristezas e alegrias, embora expresse por aqui mais as minhas agonias, medos e dores.

Por fim, espero que o dia continue bom assim como meu estado de espírito.

"Sempre exite uma luz"
(Renato Russo)

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Mapa-Mundi

Me escreva uma carta sem remetente
Só o necessário e se está contente
Tente lembrar quais eram os planos
Se nada mudou com o passar dos anos
E me pergunte o que será do nosso amor?

Descreva pra mim sua latitude
Que eu tento te achar no mapa-múndi
Ponha um pouco de delicadeza
No que escrever e onde quer que me esqueças
E eu te pergunto o que será do nosso amor?

Ah! Se eu pudesse voltar atrás
Ah! Se eu pudesse voltar.

(Thiago Pethit)


Essa postagem é a uma canção livremente bonita, subjetivamente significante e particularmente de um gosto pessoal que eu gostaria de compartilhar com todos. Espero que também passe a mesma sensação de tranquilidade que me passa. Boa noite.

Quem quiser conferir o vídeo que materializa a visualização de toda essa beleza, clica no link:

http://www.youtube.com/watch?v=pXBIWw185oY

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Pergunte

Eu não lembro de nenhuma pergunta se eu queria vir. Não lembro porque eu deveria vir. Não lembro de nenhuma recomendação. Nenhuma lembrança!! Apenas a dúvida do mistério que é nascer, viver e morrer. Olho ao redor, olho todas essas tecnologias, olho as pessoas, olho minha família... não entendo nada. Ah, a minha família! Essa é a parte mais difícil de entender. É tão complicado quanto um problema de física (pelo menos pra mim, que detesto física! :S).
Entender as pessoas é muito complexo, entender as que amamos, então... é mais desafiador ainda. Às vezes me sinto injusta, em outras me sinto injustiçada. Porém, isso é só uma questão de referencia, de relatividade! De onde olhamos.
Aceitar que não estamos sempre certos é assustador, aceitar os argumentos dos outros mais assustador ainda, principalmente quando eles confrontam quem realmente somos. Acho que talvez essa seja a grande questão. Como disse Clarice Lispector: "se eu fosse eu" quem realmente eu seria? Será que as minhas prioridades seria as mesmas?
Será que estou sento eu mesma, ou deixo que essas "prioridades" sejam a mim? E assim acabam me fazendo agir como eu não quero mas como é necessário dentro desse tal padrão?
Perguntar, perguntar, perguntar...
Perguntar leva a gente muito longe. Leva a onde não queremos às vezes. Leva pra dentro demais e se quiser pra fora também. Leva aos nossos verdadeiros sonhos. Leva nos à grandes transformações. Ou até mesmo a nada.
Mas se queres saber, eu gosto de perguntar e dos pensamentos que as perguntas me trazem, sejam sobre mim mesma ou qualquer outro assunto. :D

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Um dia, um adeus

Só você pra dar à minha vida direção
O tom, a cor; me faz voltar a ver
A luz, estrela no deserto a me guiar
Farol no mar da incerteza
Um dia, um adeus, eu indo embora;
quanta loucura
Por tão pouca aventura!
Agora entendo que andei perdido
O que é que eu faço pra você me perdoar?
Ah, que bom seria se pudesse te abraçar
Beijar, sentir como a primeira vez
Te dar o carinho que você merece ter!
Eu sei te amar como ninguém mais
Ninguém mais, como ninguém jamais te amou
Ninguém jamais te amou
Te amou como eu



PS.: Para alguém especial e que ainda amo. E essa letra do Guilherme Arantes traduz exatamente o que eu sinto e o que eu gostaria de dizer à ele.
NEOQEAVEJ

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Seus olhos

Lembro dos olhos claros por traz dos óculos.
Seus lindos olhos...
Ora iluminados, ora opacos.
De uma profundidade que me arranca pro mistério que é você!
Às vezes em silêncio, às vezes inquietos, às vezes sinceros, às vezes omitidos...
Mas sempre lindos!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

A verdade

Nessas noites solitárias em que o sono me falta, não há nenhum outro pensamento que me ocupe, senão você. Não são lembranças. Imagino como está, crio teorias para sua ausência, sua distância e principalmente pelos motivos que me evita. Porém, eu queria jogar fora todos as idéias malucas ou não para suas atitudes e saber a verdade. Tudo foi tão ruim assim?
Eu sinto sua falta.
Eu realmente te amo.
E desejo acima de tudo que fique bem.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Falando de amigas

Especialmente para Mariana Freire, quem um dia dedicou à mim este texto e agora tenho a honra de assim também dedicá-la.


Os moços que me perdoem, mas hoje é dia de falar de amigas!

Há quem diga que mulheres quando são amigas ficam insuportáveis porque concordam sempre uma com a outra e não se desgrudam.
Há quem diga que as mulheres são falsas e fofoqueiras.
Há quem diga que as mulheres brigam, discutem, se desentendem mas nunca deixam de ser amigas.

A verdade é que é muito bom ter amigas.

A cumplicidade, o carinho e a compreensão que pode acontecer entre duas mulheres é das coisas mais lindas que somos capazes de alcançar.
E no meio de tudo que se sente de dor, ou de prazer, eu tenho saudades de todas as amigas que já tive na vida, mesmo aquelas que me machucaram.

E tenho saudades de mim mesma quando lembro de algumas amigas que perdi.

Aquela amiga que só fala abobrinha e se mete em encrencas, mas faz vc rir muito.

Tem aquela outra que é chorona, aquela que critica você a cada cinco minutos, aquela nerd e cdf que sabe tudo e aquela melosa que gosta de abraçar e mandar recadinho de amor.

Aquela pra quem vc conta absolutamente tudo e sente que foi entendida e sai aliviada.
Aquela que lhe dá bronca e manda você parar de roer as unhas.
Aquela que não tem vergonha de dizer que lhe ama.
Aquela que lhe apresenta os melhores caras.
Aquela que passa com você o momento mais difícil da sua vida.
Aquela que liga todo dia.
Aquela que desistiu de um cara porque sabia que você estava afim.
Aquela que abraçou o silêncio e sentiu vc chorar.
Aquela que faz tudo que você pede.
Aquela que houve que você está apaixonada e passa horas falando do mesmo assunto.

E aquela que exige sua atenção.

Tem também aquela que apoia suas loucuras. E a outra que reprime você em quase tudo.
Tem aquela que é idealista, com quem você discute horas os problemas existenciais da humanidade.
Aquela que só liga no dia do seu aniversário, e que mesmo assim você adora. Aquela que parece sua mãe e vive para lhe dar conselhos.
Aquela de quem você sente ciúmes.
Te também aquela que vc tem um carinho enorme desde a 1ªvez que a viu. Aquela que você odiou no começo, mas depois passou a amar.
Aquela que escreve e manda poesias, e sempre na hora certa, na hora em que você mais precisava.
Aquela que lhe empresta o apartamento pra você passar o feriadão.
Aquela que lhe deu o conselho certo e vc não ouviu.
Aquela que a abraçou no velório de alguém querido seu.
Aquela que presenciou o maior mico, segura seu braço quando você tropeça ou quando vai atravessar a rua sem olhar.
Aquela que irrita, mas que você não imagina a vida sem ela.
Aquela que organiza uma festa surpresa pra você .
Aquela que a defende de tudo e de todos.
Aquela que paga coisas pra você quando você está sem grana.
Aquela que sempre traz um presentinho.
Aquela que chora sua dor.
Aquela que era a mais chegada, mas sumiu e você nunca mais soube dela.

E aquela que é uma irmã pra você . Um grande beijo pra minhas queridas amigas.
Pra aquelas que estão perto ou longe, pra aquelas que eu lembro a todo minuto e elas nem sabem disso.

Digo sem medo de errar que a vida vale a pena por causa da amizade, e quem me ensinou isso foram vocês !

às minhas queridas e especiais amigas: Biva e Nana!



Houve um tempo que pensei que as amizades resistissem a qualquer coisa, a qualquer diferença e contratempo, mas hoje percebo que apesar de termos amigos que jamais esqueceremos ou deixaremos de amar, isso não quer dizer que estaremos próximos para sempre. Haverá momentos onde mais precisaremos deles e simplesmente, eles não estarão lá, como haverá aqueles que somente eles estariam e estão. Sinto um imensa saudade do tempo em que morávamos mais perto e nos víamos com mais frequência. Que tomávamos sorvetes no calor ou no frio. Hoje não às vejo tanto como gostaria, nem às amo menos.
Os caminhos da vida são de fato tortuosos, nem sempre nos levam pra onde queremos, e se mesmo assim, insistirmos em viver algo que a realidade põe obstáculos, é porque realmente amamos. E é dessa maneira que percebo o quanto minhas amigas são importantes e apesar de qualquer empecilho que venha surgir, o que eu puder fazer pra que permaneça assim, eu farei. Algumas das minhas amizades estão abaladas não por intrigas ou algo do gênero, e sim por algumas escolhas pessoais, embora perto de mais pra envolver mais gente do que eu podia imaginar. O que me cabe é tentar fazer todos momentos juntas, inesquecível e bom pra que, como compôs Vinicius de Moraes, "os momentos feliz tinham deixado raizes" haja raizes verdadeiras e especiais entre todas nós, AMIGAS.

sábado, 7 de maio de 2011

O que eu quero



Palavras, perguntas e explicações não vão servir para nada,
apenas para confundir mais o que já é bastante complexo.
Simplesmente me perdoe.
Não porque virou santa, mas porque já
não aguenta mais carregar esse ódio.
Odiar cansa.
Perdoe tudo e todos, mas me perdoe, me inclua no seu perdão.
Eu perdoo tudo e todos, inclusive você.
Perdoo porque eu amo você e você me ama.
Perdou porque você me rejeita e o meu poder se perde.
Eu me liberto do ódio por meio do perdão e amor.
Entendo que o sofrimento, quando não pode ser evitado,
está aqui para me fazer avançar em direção a glória.
As lágrimas que me fizeram verter, eu perdoo.
As dores e as decepções, eu perdoo.
As traições e mentiras eu perdoo.
As calunias e as intrigas, eu perdoo.
O ódio e a perseguição, eu perdoo.
Os golpes que me feriram, eu perdoo.
Os sonhos destruídos, eu perdoo.
As esperanças mortas, eu perdoo.
O desamor e o ciúme eu perdoo.
A indiferença e a má vontade, eu perdoo.
A injustiça em nome da justiça, eu perdoo.
A cólera e os maus-tratos, eu perdoo.
A negligência e o esquecimento eu perdoo.
O mundo, com todo o seu mal, eu perdoo.
Eu perdoo também a mim mesma.
Que os infortúnios do passado não sejam mais um peso em meu coração.
No lugar da mágoa e do ressentimento,
coloco a compreensão e o entendimento.
No lugar da revolta, coloco a música.
No lugar da dor, coloco o esquecimento.
No lugar da vingança, coloco a vitória.
Serei capaz de amar acima de todo desamor.
De doar mesmo que despossuída de tudo.
De trabalhar alegremente mesmo que em meio a todos os impedimentos.
De estender a mão ainda que em mais completa solidão e abandono.
De secar lágrimas ainda que aos prantos.
De acreditar mesmo que desacreditada.
Que assim seja. Assim será.
Amém!




* trecho do livro O Aleph ( Paulo Coelho)

Não acredito mais...

Ontem eu acordei feliz.
Não sei o porquê. Talvez a motivação da sexta ou talvez outro motivo qualquer... Mas preferi pensar que fosse por estar novamente acordada, por estar viva, por ter mais 24 horas pra gastar, aproveitar ou simplesmente apreciar.
Ontem foi de fato um dia muito bom.
Hoje todas as energias trocaram de posição, tudo que era bom, tudo que era feliz, tudo estava dissolvido, tudo agora é nada. E eu penso que agora as minhas privilegiadas 24 horas de hoje, sejam mais uma lamentação de ter acordado.
Porque se alguém disser que o amor é a melhor coisa que existe, não acredite, pois não é!
Amor machuca e dói.

domingo, 24 de abril de 2011




" Feliz é o destino da inocente vestai!
Esquecendo o mundo e sendo por ele esquecida: Brilho eterno de uma mente sem lembranças!
Toda prece é ouvida, toda graça se alcança..."



Alexander Pope.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Sobra Tanta Falta



Meu blog não tem seguidores, nem comentários e duvido que um leitor oculto fiel.
Escrevo nele porque gosto.
Escrevo para exorcizar velhos e incômodos sentimentos.
Escrevo para encontrar luz dentro de mim mesma.
Escrevo para arrancar a dor que me sufoca.
Escrevo nele exclusivamente porque ninguém entra, ninguém ler, ninguém sabe de nada, assim ninguém me conhece... ninguém vai ver a minha dor, ninguém vai saber sobre meu sofrimento, ninguém vai ter pena de quem eu sou agora! Do vazio que me preenche. Da agonia que me acompanha. Da tristeza que me consola. Do medo que me segura. Do frio que me aquece. Do desanimo que me assola. Da morte lenta que vivo! Eu sei que bonito e culto, seria transcrever toda essa angustia e martírio em um texto subliminar com palavras difíceis, mas serviria apenas para esconder e omitir tudo isso que sinto desnecessariamente já que não há leitores. Posso simplesmente desabafar, contar, chorar.. todo esse drama, essa ferida aberta e latente.
Sinto-me tão solitária e perdida... sinto saudade do que passou e do futuro que não existirá...
Tanto dentro como fora, sobra apenas a falta.
Por isso vou descrever a canção do Teatro Mágico que revela-me:
Falta tanta coisa na minha janela como uma praia
Falta tanta coisa na memória como o rosto dele
Falta tanto tempo no relógio quanto uma semana
Sobra tanta falta de paciência que me desespero
Sobram tantas meias verdades que guardo pra mim mesma
Sobram tantos medos que nem me protejo mais
Sobra tanto espaço dentro do abraço
Falta tanta coisa pra dizer que nunca consigo...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Pensamentos dessa madrugada:

Hoje não quero lembrar da dor. Aquela dor que nem sequer me deixa chorar, nem me permite protestar, reclamar, apelar ou qualquer coisa assim.
Hoje ou talvez amanhã, quem sabe, eu até chore mais um pouco de novo, de saudade, de felicidade, de tristeza, ou arrependimento, já que as lágrimas são muito previsíveis em certas situações.
Hoje pensei em você mais que nos dias normais...


...esta noite seu sorriso vai estar nos meus sonhos mais bonitos...

sexta-feira, 8 de abril de 2011



Ontem foi um dia triste para todo o país. Principalmente para o Rio de Janeiro. Um rapaz invadiu uma escola e matou doze jovens. Que matou a alma dos pais dessas crianças. Que feriu com a coragem e mente dos alunos que conseguiram salvar a vida nesse massacre.
O Brasil está de luto!
Eu peço um minuto de silêncio em respeito e em homenagem as vítimas.
Quando eu ouvi a respeito da notícia pelo rádio, estava no trabalho, ainda era de manhã, não consegui captar a gravidade do caso. Só durante o horário do meu almoço pude saber afundo o que havia ocorrido. E assim se seguiu por todo o resto do dia. Não havia uma pagina na internet que não tivesse um link, uma manchete, nos rádios anunciavam a cada hora e os telejornais exibiam matérias e matérias. Essa tragédia ganhou proporções mundiais e ficou conhecida como "massacre do Realengo". Fiquei chocada, abalada, triste, preocupada... e também indignada, revoltada. E o minuto de silêncio foi apenas pelo respeito.
Na verdade acho que em um caso como esse temos é que falar. Falar da falta de segurança, dos centros de atendimento psicológicos para pessoas com distúrbios...
Sinceramente, fiquei bem abalada apesar de estar à quilometros de distância. Eu não me acostumo com essas mortes, não me acostumo com esses números de assassinatos, não me acostumo com essa violência, não me acostumo com o mau humor diário das pessoas, não me acostumo com as barbaridades, não me acostumo com a passividade das autoridades em relação a segurança pública principalmente se tratando do povo mais carente, não me acostumo com a banalidade da vida...

Mas eu acredito em Deus!
Eu confio em Deus!

E sei que em nome D'Ele ainda há esperança.

terça-feira, 29 de março de 2011

Não faço uma lista com meus objetivos e prego bem em cima da minha cama. Não faço anotações das coisas especiais - já fiz, de fato! mas já não mais. Não paro pra pensar no futuro como fazem outras pessoas. Penso em como será minha vida daqui há alguns anos enquanto ando por ruas asfaltadas ou quando consigo sentar em um ônibus lotado e trafego pelos percursos urbanos... Nesses breves segundos, imagino como estarei, quem será as pessoas que me rodeará, o que eu gostarei mais, penso que caminhos levará meus pés, se estarei fazendo o que gosto, se ainda acreditarei nas mesmas coisas, penso nas escolhas que terei feito, que opções terei abandonado, o que de hoje ainda restará.

Nesses pensamentos que por rápidos instantes me submeto, não consigo definir nada, supôr nada, crer em nada... A única impressão real e quase tocável é que não tenho certeza! Não tenho a menor certeza do quê serei, de "quem" serei nos próximos anos. Mas algumas coisas eu sei exatamente:

Eu nunca vou casar.

Eu nunca vou ter filhos.

E consequentemente nunca vou contar estórias aos meus netos.

Eu nunca vou ser famosa.

Eu nunca vou ter minha biografia publicada.

E consequentemente minha vida nunca será conhecida realmente por ninguém além de mim.

Eu nunca vou fazer um aniversário de cinquenta anos.

Eu nunca vou visitar a Noruega ou a Basílica de Lourdes.

Eu nunca vou ajudar um viajante em minha propriedade.

E consequentemente nunca vou receber um sábio ensinamento dele.

Eu nunca vou saber o que meus sonhos significavam.

Eu nunca vou ser o sonho de alguém.

Eu nunca vou fundar um projeto social.

Eu nunca vou salvar uma vida.

Eu nunca vou dizer eu te amo pra alguém que não seja da minha família.

Eu nunca vou fazer alguém me amar de verdade.

E consequentemente nunca vou ouvir eu te amo de alguém que não seja da minha genética.

sábado, 12 de março de 2011

Apenas mais uma do Chico.

É estranho, mas às vezes nos deparamos com canções que expressam exatamente o que sentimos, o que calamos nos lábios ou gritamos ao vento, às vezes simplesmente descrevem perfeitamente um determinado momento em nossa vida. Nossa vida particular. Como se sua construção fosse especialmente para nós! Tão singular quanto nossa própria alma...
De uns tempos para cá, tenho ouvido muito mais música que antes, tenho feito dos sons uma grande e agradável companhia. Não que antes não fosse, era sim! A diferença é que agora é mais intenso. Não há nenhum motivo especial, glorioso ou compaixoso, apenas estava olhando tudo ao redor em preto e branco. E a música, está me permitindo pintar cores^^.
Tenho apreciado, quase como terapia, as canções do Chico Buarque. Suas melodias, suas letras... chega a lavar uma pobre agonia. A minha agonia! Não ouso crer que ele criou qualquer uma de suas belas músicas para mim. E é justamente isso que me faz aproximar ainda mais de suas composições e admirá-las com mais entusiasmo. Pois penso que embora descreva tal e qual o momento que vivo, que vejo, que participo, sei que não se trata de mim. Não foi eu quem escreveu, não foi eu que inspirei, não é de fato a minha história. Trata se de outro alguém, que viveu exatamente o que vivo, que passou pelo que passei ou passo. Então sei que não sou a unica, que as decepções ou exaltações não são exclusivas para mim, que efeitos de momentos são efeitos de momentos, ora preto e branco, ora sépia, ora colorido, ora claro, ora escuro, ora nítido, etc.
Aos pouquinho vou reparando com atenção. E assim, também de mansinho, a voz do Chico me faz contemplar muito além de canções!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Das cinzas e o pó, a Liberdade!




De repente todo o pranto e o choro sufocado e triste se desfez.
Toda a culpa e arrependimento foi soprado e arrastado pelo vento.
Ainda não há brilho, mas as imagens em preto e branco ganham cores,
e um calor confortável seca tudo que já foi derramado.
A FLor, enfim, desabrocha!!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Sonho: 17 para 18 de fevereiro

Li uma vez num livro sobre filosofia que não podemos confiar em nossos próprios sentidos, eles nos confundem de tal modo que somos capazes de acreditar em coisas questionáveis. Como o que é real e o que não é! De fato, nossa mente que controla nossos sentidos, nos posiciona numa linha estreitamente fina demais entre a realidade e a imaginação. Um bom exemplo, é aquele sonho que você acorda jurando que tudo aconteceu mesmo.
Eu tive um sonho desses...
Estava sentada na calçada, mas não de onde moro atualmente, quando morava na Barra. Tinha amigas ao meu redor, estavamos conversando animadamente. Era noite e o céu estava estrelado, não sei exatamente o quê, mas algo me fez olhar para o céu e eu contemplei uma estrela cadente. Fiz um pedido, sincero: voltar com o juin. E em seguida compartilhei com minhas companhias o que tinha acabado de ver. Estranhamente nos prendemos a observar as estrelas na esperança de ver outra caindo, embora sabemos que é muito difícil na duração de tempo que estavamos esperando. De repente, assim como um vento de "supetão" que levanta a saia do vestido, avistamos uma luz brilhante, que foi ficando cada vez maior e mais nítido o tom de cor. A medida que se aproximava, percebiamos como era grande. Foi quando finalmente identificamos do que se tratava, era um meteoro em chamas. Caiu à uma distancia razoável de nós. Uma enorme cratera abriu-se no chão, e o povo se desesperou. Do céu vinha muitos outros, era uma chuva de grandes e pesados meteoros envoltos em fogo. A rua que inicialmente parecia tranquíla estava coberta de gente apavorada em gritos, o som era ensurdecedor e o pânico assolava todo meu ser. Segurei a mão da minha irmã e chamei para fugirmos. No meio do tumulto encontramos a tia gaíde, tentei ajuda-la a fugir também, levando-a para minha casa, porém ela se recusou, preferiu ficar na casa da tia lourdinha. Não contestei, pedi para ela ter cuidado, fechar as portas e de maneira nenhuma olhar para fora. Enquanto tentava escapar daquele caos, ouvia o tocar de trombetas, só conseguia pensar que era o fim do mundo, o apocalipse. Eu considerava que simplesmente sabia que tudo aquilo, todos os gritos, sofrimentos e mortes faziam parte do juízo final. Conseguimos chegar em casa, a mãe estava lá com a gabi. Trancamos todas as portas e fechamos as janelas, mas no sonho elas eram de vidro e podia-se ver através delas e minha mente avisava que não podiamos ver como Deus iria julgar as vivos e os mortos. Então, catei todos os meus lençóis e juntamente com lissa cobrimos todas as janelas, tudo era escuro... algo dentro de mim dizia que não veriamos mais a luz do dia, não ia amanhecer, que tudo aquilo era um final. Rezei e sentia que cada vez mais era certo o adeus. Sabia que estava apenas esperando a morte. Estavamos no quarto e a lissa tinha um celular - que em meio aquele desastre ainda funcionava... o.O - foi aí, que em meio a todo o medo de morrer, do pós-morte, do fim do mundo, da perda das pessoas queridas, a angustia, a tristeza, o desespero, o pânico, e de tantos outros sentimentos conflituosos, eu tinha um desejo ou uma necessidade, não sei bem como defini-lo, talvez fosse os dois. Eu pedi a lissa pra me emprestar o celular, para ligar para alguém inimaginavelmente importante, ao ponto de dominar meus pensamentos naquele momento. Eu pedia, suplicavelmente para que minha irmã me emprestasse o celular para ligar para o juin. Para saber onde ele estava, se estava bem e principalmente, para dizer que o amo. Para dizer antes que eu morresse, antes que ele morresse, antes que morressemos sem eu dizer pra ele o que de fato sentia. Naquela hora, morrer era inevitável, mas antes que acontecesse precisava dizer, independente de qual fosse o futuro, vivos ou mortos, que eu o amo.
Que eu o amei desde os quatorze anos, quando ele era minha companhia nas escadas quando voltava da faculdade, que amei durante todo o tempo que estavamos ficando e todo o tempo depois... e eu queria que ele soubesse e precisava dizer.
Quando acordei, segurava o celular... não sei se porque o despertador já havia tocado há algum tempo e sonolenta tenha pegado para desligar, ou por impulso do meu desejo inconsciente.
Enfim, não sei ao certo o que quer dizer esse sonho, mas sei que foi intenso e quando acordei, a sensação que senti, era de que não tinha sido sonho, que era real, que estava vivo em mim!


Interpretadores de sonhos... espero resposta! rsrsrs

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

(...)







Uma praia deserta.
A areia está umida.
A água morna chegando suavemente até tocar os pés.
Não há pássaros sobrevoando o mar.
O som das ondas que quebram e chegam, transporta pra longe.
A energia do vento reanima a alma.
O coração invadido por saudade.
A lembrança é a unica presença.
O céu, misto de alaranjado e vermelhado.
Abre-se os braços em saudação.
Contudo,
Olhar o pôr do sol não tem sentido se está sozinho!

Se apenas é uma companheira que não acompanha...