sexta-feira, 30 de março de 2012

Desassossego


Entre tantas dificuldades, entre tantas questões, tudo que penso há dias, é naquela pessoa que foi tão importante em meu passado - e de um modo inexplicável ainda é - e agora é como um estranho. Não porque a vida quis assim, mas porque um dia decidiu se tornar um desconhecido para mim e eu fui obrigada a aceitar.
Mas não posso me desfazer das boa lembranças, como diz o poeta branco mais preto do país "os momentos felizes tinham criado raízes". As risadas, os beijos, as brincadeiras, as confidências, as pazes, os amores, os passeios, os bons momentos, as noites compartilhadas, as lágrimas derramadas incessantemente sendo acalmada com a voz doce dizendo que minha amiga me ama, os cuidados quando estive doente, os carinhos, o tempo corrido e os ajuste pra poder nos vermos nos dias livres, os carnavais, os brindes de vinho(...) Todos aqueles anos de amizade, de romance, de belo, puro e intenso amor, desperdiçado numa lata de lixo.
Quanto tempo faz? Um ano? Sim. E ao longo desse um ano, três meses e dezessete dias, eu nunca deixei de me preocupar. Ele faz parte das minhas orações antes de dormir e em muitas noites o vejo em meus sonhos, como antes, como se nada tivesse mudado.
Às vezes imagino como seria se o abordasse em um dia qualquer, se falaria, se tomaríamos um café... na minha fantasia é tudo tão diferente da realidade.
E essa realidade me perturba. Afligia. Chateia. Entristece. Como uma pessoa tão importante em minha vida, dona do meu mais perfeito carinho, do meu amor, pode se afastar tanto assim. Como tantos momentos felizes podem ter dado espaço pra magoas, raivas e sentimentos negativos que não permite nem um pouco de aproximação sequer?
Depois de tanto tempo longe, sem contato, quem será que ele é agora? Será que é o mesmo de sempre, com os mesmos sonhos e os mesmos medos? Será que é um homem diferente de quem costumava ser? Quais serão seus planos atuais? Quais partes dele amadureceram?
Quantas vezes gostaria de encontrá-lo novamente, de abraçá-lo e dizer o quanto ele fez falta todo esse tempo, de como eu ainda gosto tanto dele e seus cabelos cacheados, de como eu estive errada todo esse tempo.
Quantas vezes gostaria que resolvêssemos os problemas e tudo voltasse a ser como antes. Mas existem as mágoas (...) as terríveis mágoas!
Existe o maldito medo do orgulho ferido!
O medo de ir até lá e ser recebida a pontapés.
O medo de que ele me ignore, faça cara feia, ou pior, me trate com indiferença.
Medo dele achar que estou voltando como uma cachorrinha com o rabo entre as pernas(...) Que tolice essa minha, pôxa!!! Eu não aguento mais essa situação. Eu estou sim arrependida. Quero ir até lá. Quero ele de volta! Porque não posso simplesmente telefoná-lo, marcar pra nos vermos e dizer tudo isso?
Porque gosto de complicar as coisas mais fáceis?
Então carrego apenas essa dor no coração em todos os meus caminhos.

O que é um filho ingrato? Ou talvez, magoado?


De todas as dores que me atormentam durante as noites e madrugadas, e ultimamente tem sido constante, essa é de todas a pior. Não sei porque permito essas coisas, embora saiba exatamente do que elas são capazes. É tão estranho pra mim, ver sair dos lábios de quem tanto me fez acreditar em coisas maravilhosas, ouvir essas coisas agora. Talvez no fundo eu queira punir mesmo. Mas até quando?? Quando posso desistir e pedir pra parar?
Eu sei que é difícil entender essas linhas loucas, mas não posso ser mais clara que isso, ou talvez não sei como ser. Ainda existe uma parte de mim - provavelmente eu toda - que está imersa ao orgulho. Orgulho que não me deixar dizer o quanto eu sou fraquinha, o quanto estou sangrando por dentro, o quanto gostaria de pedir desculpas e de pedir pra voltar, pra alardar que eu desisto, que todos são maiores e mais fortes(...) Mas não posso fazer assim, não posso simplesmente chegar com essa cara e dizer, e fazer, e tentar, e eu nem sei porquê!
Só sei que ela não é a única que sente essa dor e essa tristeza que ora sim, ora não, vejo no seus olhos de Amelie Poulain. Só sei que ele não é o único que sente essa solidão.
Quer saber mesmo??
Eu não tenho ninguém. Ele tem ela. E ela tem mais alguém, que pode até não estar mais depois de um tempo, mas aí haverá mais alguém que aparecerá e ocupará o tal lugar e ela nunca estará só. E ele nunca estará só também. E todas as outras pessoas tem mais alguém. Eu sei. Eu ouço o toque do celular. Eu vejo as fotos nos murais. Todos estão lá, e eu estou aqui, tentando apenas continuar. E pode acreditar, está cada vez mais e mais difícil.
Mas o pior, é ter que desmontar tudo, desconstruir, desmistificar, desacreditar(...) tudo que me fez "ser". Então me pego sentada numa velha cadeira preguiçosa de pano, olhando as gotas de água que caí numa tarde chuvosa. Me vejo pensando em quem sou eu naquele dia, naquele exato momento, porque eu já não sei. E eu falo sério. Eu não sei mais quem eu sou e isso dá um nó na minha cabeça. Tento lembrar de algumas coisas que venham do passado, parece bom, mas não é mais eu, porque tudo que ele me disse pra acreditar, não existe mais. Ele não é mais quem era e eu me sinto enganada! Enganada! E ele, que deveria me amar mesmo assim, além e apesar de tudo, prefere ignorar, ao menos é assim que eu sinto, quando me evita. Me magoa. Mas ninguém liga se eu sinto alguma coisa, porque parece que pro outros eu não sou "alguém", parece mais que eu sou um robô, sem emoções, sem sentimentos. É assim que querem que eu continue, que sinta o "desprezo", os cortes dolorosos das palavras e não sinta nada. Que ignore(...)
Mas como é tão fácil assim?? Eu sei que não passo agora de alguém frio. Mas pegue meu livro de memórias, veja as minhas experiências, eu dúvido que veja alguém sem coração por lá e com certeza encontrará no final um coração estraçalhado e sem condição de conserto, por pais, irmãs, amigos, amores, etc.
Não houve nenhuma relação independente da forma, que não tenha me magoado. E ai eu pergunto onde coloco?

Sinto como se eu fosse incapaz de amar, mas ainda acho que consigo gostar daqueles que não me conhecem e que parecem tão massacrados pelos outros e pelo tempo como eu. Destes eu compadeço e consigo sentir alguma coisa, talvez pelo querer que fizessem comigo. Embora, acho que já sou um caso perdido. Então penso no que li outro dia: "Um filho ingrato, é uma punição ou uma prova?" eu eu troco por: Um filho magoado, é uma punição ou uma prova? Se disse que é uma punição volto a sentir meu coração sendo pisado pelos meus próprios pés pra terminar com os farelos, se acaso achar que é uma prova, sinto colo que apenas juntasse os cacos, mas não mudará nada.
Enfim, sinto muito.
Sinto muito porque não gostaria de contribuir pra essa dor no coração de quem eu sei que deveria amar. Mas já não sei o que quer dizer essa palavra. Na verdade já faz um tempo que ela não me diz nada e não passa de apenas uma palavra. Um horizonte inalcançável. Uma inspiração pros poetas.
Sinto muito pois essa tortura que eu tô fazendo, eu também to sentindo.

(...)

Recodificação.





Desconstruir.
Reconstruir.
Destruir.
instruir.
Ser.

quarta-feira, 28 de março de 2012

sdud: Mxlq



É você que tem
Nas tuas mãos
Meu choro de mulher
Tem meu ver
O meu sonhar, o que quiser

É você que é
O homem meu
Meu grande amor da minha vida
É tão teu
O gosto da minha mordida

É você que tem
O colo qu'eu
Deito e descanso
É tão teu
Meu coração aflito e manso

É você que tem
Na pele a luz
Cor da coisa mais segura
Qu'eu já vi
Formar na mácula escura

(música: É você que tem - Mallu Magalhães)


terça-feira, 27 de março de 2012


Amo-te roxo!!


quarta-feira, 21 de março de 2012

E quanto ao forasteiro...

..."Ele não era um menino comum, isso eu soube desde que o vi."



Foi quando eu senti, mais uma vez, que amar, não tem remédio!

sábado, 17 de março de 2012

Vale a pena ter na playlist:

  1. Seabear
  2. Radiohead
  3. Camera Obscura
  4. Sóley
  5. She and Him
  6. Foster The People
  7. Big Japan
  8. Brandi Carlile
  9. OneRepublic
  10. 100 monkey
:)

Em processo de desconstrução.

quinta-feira, 15 de março de 2012

SEABEAR


Outro dia passeando pelos videos do youtube, não lembro exatamente como, mas acabei esbarrando no som da banda Seabear de indie-folk, que embora seja islandesa canta principalmente inglês. O som é lindo!!!! Tá bom, eu especialmente gosto, curto, amo, viajo em cada faixa, cada melodia. O fato é que desde que encontrei não paro de ouvir, sempre mais e mais.
Minha favorita é "i sing i swim" que trás uma sensação maravilhosa, que não sei como descrever, apenas consigo saber que é boa. Muito boa.
Bem, é isso que tenho pra dizer por hoje... quem curte um som indie tem que ouvir essa banda que é fantástica!!! :)

#FicaAdica!!