domingo, 29 de julho de 2012

Aquela pessoa continua e continuará a ser nossa referencia afetiva mais sincera e profunda

Não importam os anos, certas coisas simplesmente permanecem!

Então eu pensei que em uma manhã antes do dia, que era um dos acalmados de julho, tudo havia se dissolvido. O que um dia foi tudo, era agora apenas lembranças. Mas o Universo não gosta de obviedade. E me abriu um baú de surpresa. Depois das lágrimas, dos ressentimentos, do desejo de esquecer(...) o telefone tem que tocar pra tocar exatamente onde não era pra tocar. Um número não salvo na agenda, mas tão conhecido. O coração que acelerou, a pressão sanguínea que aumentou, as pernas que não aguentavam o corpo e logo um acento foi providenciado, uma voz que quase não saia e eu sei que você percebeu tudo. Todo o impacto que não importa os anos que passem, as horas que não voltam, os novos momentos, você ainda é a única coisa que me desestrutura, me abala, me irrita, me sensibiliza, me conforma, me protege (...) Eu podia ter ouvido tudo da sua voz no outro lado da linha, menos "desculpa". Meu peito calejado, preparado pra ser educada e não lembrar de nada, perdeu-se com essa única palavra: desculpa! 
E o que era voz virou um som fininho, quase impossível de ouvir, o que era visível mergulhou na umidade das lágrimas e o passado passou como um breve lance de futuro tão impossível quanto nascer um ovo de uma flor. E eu pensei em você a semana inteirinha. E fiquei meio louca e desequilibrada. E tudo me atingiu, e foram tantas coisas. E tinha apenas um buraco que eu caia, mas não era no país das maravilhas. 
Foi quando numa noite dessas que o frio incomoda mais que velhas lembranças, eu tive um sonho. Eu estava perdida, confusa, com medo(...) todas as minhas frustrações reais estavam lá e tinha tudo pra fazer dessa surrealidade um pesadelo, mas não foi, porque você apareceu nele. Você estava lá. Estava comigo, como no passado, como fomos por três anos. Você me abraçou com seus fortes e confortantes braços e eu me senti segura. Segura de um jeito que há anos não me sinto. Porque eu só me sinto desse jeito em seus braços. Porque minha sincera segurança só vem de você. E eu sinto tanta falta, mas sentir e dizer não significa mais nada, existem outros caminhos, que eu não queria que existisse. 
Quando acordei, a mesma sensação de segurança, confiança, de conforto de que as coisas ficariam bem, ainda se fazia presente em mim. Essa não é a primeira vez. Sempre que tenho medo, te trago em sonhos. Gosto de ter seus sorriso, seu abraço, seus beijos. 
É saudade. 
Você foi o único amor que veio, cruzou minha vida, tocou minha alma e ficou marcado em minha pele. Não é doença nem obsessão. Aliás não é nada, só amor, daqueles que são únicos e maravilhosos. Que ficou e tenho que conviver com ele como algo concreto e parte da minha vida. Apenas da minha vida. Sei que você está bem sem mim, sem nós, sem o menor resquício do que passamos. Tudo bem que seja assim, pois quero sua felicidade mais do que imagina. 

 Não importam os anos, certas coisas simplesmente permanecem. 

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Vindo de outros tempos mas sempre no horário...

A razão da sem-razão que à minha razão se faz, de tal maneira a minha razão enfraquece, que com razão me queixo da vossa formosura


Andante cavaleiro sem amores era árvore sem folhas nem frutos, e corpo sem alma.


Os altos céus que de vossa divindade divinamente com as estrelas vos fortificam, e vos fazem merecedora do merecimento que merece a vossa grandeza.



quarta-feira, 30 de maio de 2012

Exceto o que tinha e o que sobrou



Desde que o ano começou, eu tenho me poupado. Tenho saído menos. Conversado menos. Me divertido menos. Bebido menos(...) Evito. Evito a embriagues, e ando cada dia menos lúcida que a lucidez da razão. Evito a preocupação e me preocupo cada vez mais com isso. Evito as paixões e cada minuto meu coração cobra um espaço. Porém - há sempre um porém - no fim do dia, quando meu corpo pesa sobre o colchão, sinto falta de alguma coisa. Parece que minha vida, minhas emoções e meus pensamentos perdidos são as estrofes de alguma música de Chico. Eu consigo ver algumas estrelas da janela, os pontos parecem me levar pra longe, escuto palmas, o som é bonito. Mas está incompleto e é isso que eu sou. Peça incompleta do quebra-cabeça, descartada, talvez(...) Eu me apego. Gosto das coisas palpáveis e dos fins com pingos nos "i" e ponto de final feliz - ou não. Um ponto que aponta um novo começo. Uma ponte pro outro lado, poderia ser também. Penso: o gosto que gosto é o mesmo desgosto que me desgasta e tudo então fica tão confuso. Haverá sempre uma crise a mais (...) Evitar. Limitar. Sufocar. Me amarrar. Amar tudo que odeio. Odiar tudo que amo. Uma linha indivisível, sensível, tão embaraçada a si, ao oposto. Porque ninguém me disse que ser metade de mim dá tanto trabalho assim? Cadê meu manual? Minhas instruções? Quem perdeu ou quem queimou, sem pedir minha permissão? Os dias não tem sido normal. Ou será que eles nunca foram e finalmente agora são o que realmente são? Tenho tido muitas dúvidas, como se percebe. Me sinto um tanto Dom Quixote. E os dragões estão tão dentro quanto o nosso coração. Provavelmente, de mãos dadas, sem perceber(...)


sábado, 12 de maio de 2012

que seja doce



Ela tinha os cabelos despenteados, uma mochila nas costas e vestia uma camisa lilás. 
Ele tinha os cabelos longos e presos, o rosto em partes coberto por barba e usava óculos. 
Ela olhava para o horizonte. Ele olhava-a, com o olhar repleto de carinho.
Os dedos dele tocava suavemente o rosto dela, e vez ou outra, afastava alguns fios de cabelo que o vento sacudia. 
Havia algo invisível, algo maior, algo de amor entre eles. E ninguém percebia. 
Mas também não era preciso. Eles sentiam! 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Liberte-se. Livre-se.

Apesar de eu não achar ruim, confesso que meus dias estão turbulentos, atropelados, sempre cheio de coisas pra fazer, pra ler e pra entregar, mas hoje... hoje o dia foi extraordinário. Não sei explicar direito, mas quando acordei, o céu estava diferente, mais azul e o sol me sorriu. Como tinha aceito o convite pra participar da pesquisa e estudo do laboratório de movimento e corpo, fui. Pareceu que abriram meu corpo. Tinham anestesiado minha razão e me permitido viver com meu corpo. Era ele que se identificava e identificava tudo ao redor. Foi novo, foi indescritível, foi maravilhoso e foi livre!! Acho que essa é a palavra do dia. Liberdade! Foi exatamente isso que senti na sala do laboratório. Eu podia, meu corpo podia se libertar para fazer, mover, ou parar da maneira que quisesse, sem regras, padrões ou críticas racionais.  Depois dançar e dançar. E cada pulo, cada derreter de barreiras dos meus próprios medos, a confiança posta do outro lado. E eu tanto escutei: "Fecha os olhos e se joga, menina." Fechar os olhos, foi o que mais fiz hoje e isso é engraçado pra mim, porque não ver, vendar-me, me parece mais sincero, embora racionalmente seja o oposto. Mas quem disse que nascemos para ter certezas? Já que estamos sempre entre uma coisa e outra... tudo muda de figura, de lado, de sentido. Hoje, meu corpo usou-me. Ele gostou, eu gostei. E o eu que sou eu, foi simplesmente eu mesma. Parece estranho ou redundante, mas sei que pode ser compreendido numa linguagem universal que dispensa palavras e seus sentidos. 
Então pra fechar com chave de ouro, eu entro no facebook e estou marcada numa postagem da minha prima, e vejam só: Show do projeto musical Pouca Vogal, que tem o meu querido Humberto Gessinger e Duca  Leindecker. Eles já fizeram um show aqui, dia 19 de dezembro do ano retrasado se minha memória não falha, e eu fui tão feliz. Eu gosto muito, muito, muito mesmo do Gessinger!! E saber que terei a oportunidade de ouvi-lo outra vez, não sei, olhar pra ele já me deixa melhor, como se algo em mim expandisse, elevasse, libertasse (olha a palavrinha ai de novo). Então meu dia se tornou completamente. E estou escrevendo essa postagem ouvindo Engenheiros do Hawaii acústico MTV - meu preferido! 
Há uma energia inexplicável no que faz a gente sentir bem... ouvir engenheiros é assim pra mim. Por um tempo eu tinha deixado de ouvir, não sei dizer porque, mas hoje lembrar do jeito que lembrei, sabendo que daqui algumas semanas ele vai estar aqui (E EU VOU!!!) me deixa emocionada. Acho que muito disso vem da dança que agora dança em mim!! Mesmo que os outros não à veja como ela de fato é, porque procuram com os olhos o que não é pra ser percebido com esse sentido, mas também com outros. E acredito que as causas não estão perdidas. Nós só precisamos ir. Livres!

terça-feira, 3 de abril de 2012

Encontro gostoso! :)


Há meses atrás, decidi assumir uma penitencia pro período da quaresma. Listei algumas coisas das quais estava meio "viciada" e resolvi passar quarenta dias sem. Hoje completa esse tempo sem acessar minha conta no FB. Foi um período difícil, longo e meio torturante, mas também bom. Porque fora a vontade de ver o que se passa, pude dedicar mais tempo à pesquisas, a ler texto de estudo, ver mais filmes, ler quadrinhos, assistir novas séries, enfim, um universo que exite além das 'publicações e curtições' do face. Nessas descobertas, encontrei um podcast super bom. Eu não gostava muito, até que me deparei com esse, chamado Pipoca e Nanquim (#FicaaDica!!!).
Pô, os caras são ótimos, sem contar que é super descontraído. E ainda tem vários comentário que eles fazem que bate com meus pensamentos :)
Aproveito pra dizer que assino embaixo de todos os comentários do Daniel em relação ao GoT no podcast 35.


Bem, foi uma passagem rapidinha só pra deixar mais uma dica legal, na verdade duas: Podcast e Videocast do Pipoca e Nanquim (http://pipocaenanquim.com.br/) pra temperar nosso paladar por cinema, quadrinho, séries e outras coisas mais (...) e o sériado Game Of Thrones que estreou essa semana a segunda temporada!!! \o/

sexta-feira, 30 de março de 2012

Desassossego


Entre tantas dificuldades, entre tantas questões, tudo que penso há dias, é naquela pessoa que foi tão importante em meu passado - e de um modo inexplicável ainda é - e agora é como um estranho. Não porque a vida quis assim, mas porque um dia decidiu se tornar um desconhecido para mim e eu fui obrigada a aceitar.
Mas não posso me desfazer das boa lembranças, como diz o poeta branco mais preto do país "os momentos felizes tinham criado raízes". As risadas, os beijos, as brincadeiras, as confidências, as pazes, os amores, os passeios, os bons momentos, as noites compartilhadas, as lágrimas derramadas incessantemente sendo acalmada com a voz doce dizendo que minha amiga me ama, os cuidados quando estive doente, os carinhos, o tempo corrido e os ajuste pra poder nos vermos nos dias livres, os carnavais, os brindes de vinho(...) Todos aqueles anos de amizade, de romance, de belo, puro e intenso amor, desperdiçado numa lata de lixo.
Quanto tempo faz? Um ano? Sim. E ao longo desse um ano, três meses e dezessete dias, eu nunca deixei de me preocupar. Ele faz parte das minhas orações antes de dormir e em muitas noites o vejo em meus sonhos, como antes, como se nada tivesse mudado.
Às vezes imagino como seria se o abordasse em um dia qualquer, se falaria, se tomaríamos um café... na minha fantasia é tudo tão diferente da realidade.
E essa realidade me perturba. Afligia. Chateia. Entristece. Como uma pessoa tão importante em minha vida, dona do meu mais perfeito carinho, do meu amor, pode se afastar tanto assim. Como tantos momentos felizes podem ter dado espaço pra magoas, raivas e sentimentos negativos que não permite nem um pouco de aproximação sequer?
Depois de tanto tempo longe, sem contato, quem será que ele é agora? Será que é o mesmo de sempre, com os mesmos sonhos e os mesmos medos? Será que é um homem diferente de quem costumava ser? Quais serão seus planos atuais? Quais partes dele amadureceram?
Quantas vezes gostaria de encontrá-lo novamente, de abraçá-lo e dizer o quanto ele fez falta todo esse tempo, de como eu ainda gosto tanto dele e seus cabelos cacheados, de como eu estive errada todo esse tempo.
Quantas vezes gostaria que resolvêssemos os problemas e tudo voltasse a ser como antes. Mas existem as mágoas (...) as terríveis mágoas!
Existe o maldito medo do orgulho ferido!
O medo de ir até lá e ser recebida a pontapés.
O medo de que ele me ignore, faça cara feia, ou pior, me trate com indiferença.
Medo dele achar que estou voltando como uma cachorrinha com o rabo entre as pernas(...) Que tolice essa minha, pôxa!!! Eu não aguento mais essa situação. Eu estou sim arrependida. Quero ir até lá. Quero ele de volta! Porque não posso simplesmente telefoná-lo, marcar pra nos vermos e dizer tudo isso?
Porque gosto de complicar as coisas mais fáceis?
Então carrego apenas essa dor no coração em todos os meus caminhos.

O que é um filho ingrato? Ou talvez, magoado?


De todas as dores que me atormentam durante as noites e madrugadas, e ultimamente tem sido constante, essa é de todas a pior. Não sei porque permito essas coisas, embora saiba exatamente do que elas são capazes. É tão estranho pra mim, ver sair dos lábios de quem tanto me fez acreditar em coisas maravilhosas, ouvir essas coisas agora. Talvez no fundo eu queira punir mesmo. Mas até quando?? Quando posso desistir e pedir pra parar?
Eu sei que é difícil entender essas linhas loucas, mas não posso ser mais clara que isso, ou talvez não sei como ser. Ainda existe uma parte de mim - provavelmente eu toda - que está imersa ao orgulho. Orgulho que não me deixar dizer o quanto eu sou fraquinha, o quanto estou sangrando por dentro, o quanto gostaria de pedir desculpas e de pedir pra voltar, pra alardar que eu desisto, que todos são maiores e mais fortes(...) Mas não posso fazer assim, não posso simplesmente chegar com essa cara e dizer, e fazer, e tentar, e eu nem sei porquê!
Só sei que ela não é a única que sente essa dor e essa tristeza que ora sim, ora não, vejo no seus olhos de Amelie Poulain. Só sei que ele não é o único que sente essa solidão.
Quer saber mesmo??
Eu não tenho ninguém. Ele tem ela. E ela tem mais alguém, que pode até não estar mais depois de um tempo, mas aí haverá mais alguém que aparecerá e ocupará o tal lugar e ela nunca estará só. E ele nunca estará só também. E todas as outras pessoas tem mais alguém. Eu sei. Eu ouço o toque do celular. Eu vejo as fotos nos murais. Todos estão lá, e eu estou aqui, tentando apenas continuar. E pode acreditar, está cada vez mais e mais difícil.
Mas o pior, é ter que desmontar tudo, desconstruir, desmistificar, desacreditar(...) tudo que me fez "ser". Então me pego sentada numa velha cadeira preguiçosa de pano, olhando as gotas de água que caí numa tarde chuvosa. Me vejo pensando em quem sou eu naquele dia, naquele exato momento, porque eu já não sei. E eu falo sério. Eu não sei mais quem eu sou e isso dá um nó na minha cabeça. Tento lembrar de algumas coisas que venham do passado, parece bom, mas não é mais eu, porque tudo que ele me disse pra acreditar, não existe mais. Ele não é mais quem era e eu me sinto enganada! Enganada! E ele, que deveria me amar mesmo assim, além e apesar de tudo, prefere ignorar, ao menos é assim que eu sinto, quando me evita. Me magoa. Mas ninguém liga se eu sinto alguma coisa, porque parece que pro outros eu não sou "alguém", parece mais que eu sou um robô, sem emoções, sem sentimentos. É assim que querem que eu continue, que sinta o "desprezo", os cortes dolorosos das palavras e não sinta nada. Que ignore(...)
Mas como é tão fácil assim?? Eu sei que não passo agora de alguém frio. Mas pegue meu livro de memórias, veja as minhas experiências, eu dúvido que veja alguém sem coração por lá e com certeza encontrará no final um coração estraçalhado e sem condição de conserto, por pais, irmãs, amigos, amores, etc.
Não houve nenhuma relação independente da forma, que não tenha me magoado. E ai eu pergunto onde coloco?

Sinto como se eu fosse incapaz de amar, mas ainda acho que consigo gostar daqueles que não me conhecem e que parecem tão massacrados pelos outros e pelo tempo como eu. Destes eu compadeço e consigo sentir alguma coisa, talvez pelo querer que fizessem comigo. Embora, acho que já sou um caso perdido. Então penso no que li outro dia: "Um filho ingrato, é uma punição ou uma prova?" eu eu troco por: Um filho magoado, é uma punição ou uma prova? Se disse que é uma punição volto a sentir meu coração sendo pisado pelos meus próprios pés pra terminar com os farelos, se acaso achar que é uma prova, sinto colo que apenas juntasse os cacos, mas não mudará nada.
Enfim, sinto muito.
Sinto muito porque não gostaria de contribuir pra essa dor no coração de quem eu sei que deveria amar. Mas já não sei o que quer dizer essa palavra. Na verdade já faz um tempo que ela não me diz nada e não passa de apenas uma palavra. Um horizonte inalcançável. Uma inspiração pros poetas.
Sinto muito pois essa tortura que eu tô fazendo, eu também to sentindo.

(...)

Recodificação.





Desconstruir.
Reconstruir.
Destruir.
instruir.
Ser.

quarta-feira, 28 de março de 2012

sdud: Mxlq



É você que tem
Nas tuas mãos
Meu choro de mulher
Tem meu ver
O meu sonhar, o que quiser

É você que é
O homem meu
Meu grande amor da minha vida
É tão teu
O gosto da minha mordida

É você que tem
O colo qu'eu
Deito e descanso
É tão teu
Meu coração aflito e manso

É você que tem
Na pele a luz
Cor da coisa mais segura
Qu'eu já vi
Formar na mácula escura

(música: É você que tem - Mallu Magalhães)


terça-feira, 27 de março de 2012


Amo-te roxo!!


quarta-feira, 21 de março de 2012

E quanto ao forasteiro...

..."Ele não era um menino comum, isso eu soube desde que o vi."



Foi quando eu senti, mais uma vez, que amar, não tem remédio!

sábado, 17 de março de 2012

Vale a pena ter na playlist:

  1. Seabear
  2. Radiohead
  3. Camera Obscura
  4. Sóley
  5. She and Him
  6. Foster The People
  7. Big Japan
  8. Brandi Carlile
  9. OneRepublic
  10. 100 monkey
:)

Em processo de desconstrução.

quinta-feira, 15 de março de 2012

SEABEAR


Outro dia passeando pelos videos do youtube, não lembro exatamente como, mas acabei esbarrando no som da banda Seabear de indie-folk, que embora seja islandesa canta principalmente inglês. O som é lindo!!!! Tá bom, eu especialmente gosto, curto, amo, viajo em cada faixa, cada melodia. O fato é que desde que encontrei não paro de ouvir, sempre mais e mais.
Minha favorita é "i sing i swim" que trás uma sensação maravilhosa, que não sei como descrever, apenas consigo saber que é boa. Muito boa.
Bem, é isso que tenho pra dizer por hoje... quem curte um som indie tem que ouvir essa banda que é fantástica!!! :)

#FicaAdica!!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Torna-te quem tu és




Há uma parte em mim que é calmaria e outra que é tempestade e meu corpo balança entre os dois como as batidas e compassos de "Bete Balanço" que toca nesse exato momento. Escuto cada instrumento e sinto-me parte da percussão. Ai que som é bom demais. Se eu tiver que dizer algo que me encanta e me prende, que me entrego apaixonadamente, sem dúvida não há outra resposta que não seja: música, cinema e dança. E os três juntos então não existe nada melhor, acrescentando um pouquinho de comida, que ninguém é de ferro, claro. E é disso que eu gosto, da paz e harmonia que tento estabelecer na minha ordem pessoal. Procuro fazer o bem, respeitando o outro e a mim mesma. Comunicação. Criação. Exposição. Ação. Improvisação. "Arte é combustível" vi isso em algum lugar, e concordo. Falo com as mãos, provavelmente por isso conversar no telefone é realmente muito chato pra mim. Entretanto, adoro o bis de outras: Beijo. Fotografia. Mordida. Jogo. Carinho... Preciso de mais tempo, umas 32 horas por dia, podia resolver, só pra ter um pouquinho mais pra internet, pra família, pra passear, pra estudar, pra trabalhar, pra ajudar e pra não fazer nada (...) Viva a liberdade! Liberdade de paixão e de expressão. Se penso, logo falo. Odeio exatas e pessoas exatas. Ler. Viver. Escrever. Pedalar de bicicleta é tão bom quanto brincar no balançador. Tudo pode esperar um pouquinho mais, sempre fico indecisa pra escolher alguma coisa, principalmente se for algum produto no supermercado. O diferente me atrai. Tatuagem, alargador e barba por fazer também. Cama, cobertor e alguém. Sorvete. Natureza. Cachos.
Ora uma clichê ambulante, ora um sonho-cineasta-dançarina... sempre a FLor!

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Amar, uma questão de olhar


Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende?
(Caio Fernando Abreu)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012


Eu tava ali, no meio de tanta gente ansiosa, esperançosa, nervosa(...) e quando pensei que tudo aquilo era demais pra mim, pus meus olhos em você. Também ali parado, rodeado de gente, provavelmente com as mesmas ânsias que eu, aparentemente mais calmo. Meios sorrisos, aquele seu cabelo cacheado que eu acho um charme e seu nariz lindo. E eu pensei "como alguém pode ser tão lindo assim, ter uma harmonia perfeita no rosto?", mal sabia eu do quão mais lindo ainda é você de perto, com esse seu sotaque.
Então eu olhei pro outro lado, eu tentei não prestar atenção em você ou na sua camisa cinza. Nada adiantou, me pegava olhando-o mais e mais. De repente quando dei por mim, estávamos na mesma roda, numa mesa de bar, rindo pacas. E esse foi o melhor dia de todos!
E quando eu voltei pra casa eu fiz vários planos pra gente: andar de bike, tomar banho de mar de noite, viajar feito mochileiro, produzir curtas loucos e subjetivos, gargalhar até sentir dor na barriga, tomar incontáveis doses de cachaça (mas essa você tem que dar uma trégua porque eu sou fraquinha), brincar de paintball(...), se ver sempre e muito. E principalmente beijar, abraçar, amar mais que qualquer uma dessas coisas. Aí eu parei. E lembrei que eu não ligo muito pra essas coisas - ou não ligava. Daí eu tentei parar de pensar em você como eu tinha tentando não olhar e outra vez não deu certo. O pensamento ficou mais forte e me pegava sorrindo feito boba (...) é estranho pra mim sentir essas coisas, quando se desiste de sentir. Quando alguém consegue abrir a porta que você sabia que estava trancada!
E quando eu acordei, você foi meu primeiro pensamento do dia. Então o dia foi mais bonito!
E no fim da noite, aquele barulhinho me fez procurar o aparelho sem expectativa até ver que era você. O coração saltou pela garganta, empurrado pelo frio na barriga e os lábios sorriram antes mesmo de querer. Melhor impossível. Quer dizer, possível sim, se fosse você pessoalmente no lugar da mensagem (...) Descobrir que exceções são boas!! São maravilhosas.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

.: cativou-me :.




Por mais estranho que esse post possa parecer, acredite, também está sendo uma surpresa pra mim, mas ele é totalmente real. Ele é totalmente sincero.

Eu não estou conseguindo trabalhar direito. Eu fico pensando em como você está exatamente agora. Se você pensa em tudo que brevemente soltamos por mensagens SMS. Se ainda há algo de mim em você. E principalmente porque que estou assim. Como vê, são tantos “porquês?” (...) E no meio deles eu, perdida. O fato é que por alguns instantes eu pensei que tudo estaria acabando ali. E pensar nisso: em um lugar onde você não esteja me desequilibrou. Eu sei que às vezes a gente passa tempo sem se vê. Eu mesma tantas vezes já sumi de seus olhos sem aviso prévio e sem comunicado de retorno. Eu sei que muitas vezes eu já baguncei sua vida. Mas eu não consigo mesmo imaginar um dia, presente ou futuro, sem você distante ou perto (...) Porque eu sempre lembro de você quando escuto SOJA. Eu lembro de você quando assisto 500 dias com ela. Eu lembro de você quando escuto Carla Bruni. Lembro de você quando vejo cartazes de rock. Lembro de você quando repasso meus sonhos mais pessoais. Lembro de você quando vou dormi. Lembro de você quando lembro de amigos. Lembro de você quando lembro do ensino médio. Lembro de você quando penso em me sentir segura. Lembro de você quando encontro alguma coisa indie mesmo que talvez você não curta muito, mas fazer o que se até nas coisas que você não está, você está! E não peça pra explicar nada, você sabe que eu sou péssima em verbalizar qualquer coisa, principalmente sentimento. Provavelmente ficaria como você: a cada palavra balbuciaria por horas “huum” até conseguir formar uma frase (...) Eu só queria que soubesse que eu te gosto muito. Como já disse, mais do que você imagina. Mais do que eu consigo demonstrar. E também, mais do que eu mesma gostaria. E você me encanta, como todo esse jeito, o mesmo de sempre há anos. Me encanta com seus olhos que me olham de um jeito bonito, como se eu fosse linda (...)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Amor é sempre amor...


Levantou da cadeira e começou a andar pela casa, como se procurasse algo. Talvez, ela mesma, que havia se perdido logo que ele chegou e olhou-a do mesmo jeito de sempre, do mesmo modo há seis anos. Gritou para que ele escutasse.

- Porque não me visitou mais? Senti sua falta. Você não me ama mais.

E ouviu a resposta dele ecoar pela casa.

- É claro que eu te amo. Só você não vê!

Ela silenciou. Parecia que ele sabia o que ela precisava ouvir, mesmo sem dizer e antes mesmo de pensar. Ele entrou no quarto e os dois se olharam, ali parados, próximos demais pra evitar.

- Amor é amor. Ontem, hoje e amanhã!

Abraçaram-se.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

.E todo fim é um começo




Já faz um tempo que estou devendo uma postagem de fim de ano, então aqui está ela. Esse ano passou tão corrido, tão cheio de caos e calmaria, tão mergulhado em polaridades opostas que eu não tive tempo de criar qualquer expectativa pro ritual do réveillon. Acredito que tenha sido melhor. Pra esse momento, viagei com uma amiga pra uma casa de praia no Iguape, com os amigos de faculdade dela, dos quais eu não conhecia praticamente ninguém, com exceção dela e de outra moça. Porém, tudo foi mais divertido do que se podia esperar. Todos me acolheram como se já os conhece há anos. Adorei a "simpatia-sarcástica" do Jaime, as teorias ufológicas do Aerson e saber que alguém além de mim também assiste A Bit of Fry and Laurie, o jeito cavalheiro e divertido do Ramon, os cachinhos fofos da Ana Clara, o companheirismo e as dancinhas com o Emanuel, a doçura da Shéllida (que colecionamos as mesmas bolsinhas), a calmaria impressionante do Weber de ser, principalmente na Cidade Dorme, o jeito tranquilo do Felipe e suas teses de descobrir o assassino, o Allan e sua boa vontade, Paloma, minha vizinha dos arredores do bairro, enfim, todos são lindos e encantantes, e o que falar dos momentos: banhos de piscina com direito a brincadeirinhas, super-papos, boia pra charlar e algumas doses porque ninguém é de ferro ;P. E a passagem então, a praia, os fogos, o vento, o som, as estrelas, os abraços, melhor do que foi não podia ser. O mais mágico, é que alguns em especial, mesmo conhecendo-os há uma hora, parecia que eu os conhecia a vida toda.
Contudo não posso deixar de citas aqui a grande responsável por tal maravilha. Minha especial e amada amiga Ana Olívia Viana. E a tí eu desejo tudo que há de melhor, principalmente felicidade pois você consegue sempre, sempre transformar meus dias turvos, em coloridos. Voltei pra casa, pensando em você, até mais do que fosse preciso. Lembrei-me de tantos momentos e me orgulhei por estar contigo ali. Me amando sempre, acreditando em mim e eu chorei. Um misto de emoções involuntárias tomou contar de mim e percebi o quanto você é perfeita e o quanto eu gostaria de ser como você. Então pela primeira vez desde o ano retrasado, fiz meu maior plano de 2012: ser como você, seus princípios, sua dignidade. Obrigada pela mudanças, pelo exemplo magnifico que você é!

TE AMO <3, tanto.
365 vezes indo e voltando até a lua.



Todo fim trás consigo um novo começo.