E de tanta alegria e tanta felicidade, uma tristeza que cabe exatamente nas minhas medidas. E das lentes de satisfação, uma insatisfação de tudo, de todos. E o que floresceu, murchou. E a luz, apagou-se. E a paz, inquietou-se. E a harmonia, descompassou-se. E o que era belo, agora já não é. E da canção imortal e singular, uma triste valsa solitária, efêmera e comum à todos os corações partidos e jogados nos cinzeiros dos botiquins. E do sublime e transcendental, o vulgar e incoerente. E os lábios não sorriem mais. E os sonhos não surgem mais nas madrugadas. E a frequências dos assobios nem sequer existe. O céu já não é mais tão notório. E o concreto... por certo que um dia quebra e dissolve. Mas aqui, ainda um resto de sinceridade, de colocar pra fora o que esconde-se lá dentro do mágico mundo das emoções particulares do meu ser. E se um dia tudo isso foi contrário, uma especial e inesquecível lembrança capturada pelo sentimento. E... pela ajuda de um anjo terrestre que cortou as próprias asas e vaga sem amarras, casado com o vento, pelas horas do tempo. Com o olhar que melhora outros olhares.