sábado, 25 de fevereiro de 2012

Torna-te quem tu és




Há uma parte em mim que é calmaria e outra que é tempestade e meu corpo balança entre os dois como as batidas e compassos de "Bete Balanço" que toca nesse exato momento. Escuto cada instrumento e sinto-me parte da percussão. Ai que som é bom demais. Se eu tiver que dizer algo que me encanta e me prende, que me entrego apaixonadamente, sem dúvida não há outra resposta que não seja: música, cinema e dança. E os três juntos então não existe nada melhor, acrescentando um pouquinho de comida, que ninguém é de ferro, claro. E é disso que eu gosto, da paz e harmonia que tento estabelecer na minha ordem pessoal. Procuro fazer o bem, respeitando o outro e a mim mesma. Comunicação. Criação. Exposição. Ação. Improvisação. "Arte é combustível" vi isso em algum lugar, e concordo. Falo com as mãos, provavelmente por isso conversar no telefone é realmente muito chato pra mim. Entretanto, adoro o bis de outras: Beijo. Fotografia. Mordida. Jogo. Carinho... Preciso de mais tempo, umas 32 horas por dia, podia resolver, só pra ter um pouquinho mais pra internet, pra família, pra passear, pra estudar, pra trabalhar, pra ajudar e pra não fazer nada (...) Viva a liberdade! Liberdade de paixão e de expressão. Se penso, logo falo. Odeio exatas e pessoas exatas. Ler. Viver. Escrever. Pedalar de bicicleta é tão bom quanto brincar no balançador. Tudo pode esperar um pouquinho mais, sempre fico indecisa pra escolher alguma coisa, principalmente se for algum produto no supermercado. O diferente me atrai. Tatuagem, alargador e barba por fazer também. Cama, cobertor e alguém. Sorvete. Natureza. Cachos.
Ora uma clichê ambulante, ora um sonho-cineasta-dançarina... sempre a FLor!

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Amar, uma questão de olhar


Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende?
(Caio Fernando Abreu)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012


Eu tava ali, no meio de tanta gente ansiosa, esperançosa, nervosa(...) e quando pensei que tudo aquilo era demais pra mim, pus meus olhos em você. Também ali parado, rodeado de gente, provavelmente com as mesmas ânsias que eu, aparentemente mais calmo. Meios sorrisos, aquele seu cabelo cacheado que eu acho um charme e seu nariz lindo. E eu pensei "como alguém pode ser tão lindo assim, ter uma harmonia perfeita no rosto?", mal sabia eu do quão mais lindo ainda é você de perto, com esse seu sotaque.
Então eu olhei pro outro lado, eu tentei não prestar atenção em você ou na sua camisa cinza. Nada adiantou, me pegava olhando-o mais e mais. De repente quando dei por mim, estávamos na mesma roda, numa mesa de bar, rindo pacas. E esse foi o melhor dia de todos!
E quando eu voltei pra casa eu fiz vários planos pra gente: andar de bike, tomar banho de mar de noite, viajar feito mochileiro, produzir curtas loucos e subjetivos, gargalhar até sentir dor na barriga, tomar incontáveis doses de cachaça (mas essa você tem que dar uma trégua porque eu sou fraquinha), brincar de paintball(...), se ver sempre e muito. E principalmente beijar, abraçar, amar mais que qualquer uma dessas coisas. Aí eu parei. E lembrei que eu não ligo muito pra essas coisas - ou não ligava. Daí eu tentei parar de pensar em você como eu tinha tentando não olhar e outra vez não deu certo. O pensamento ficou mais forte e me pegava sorrindo feito boba (...) é estranho pra mim sentir essas coisas, quando se desiste de sentir. Quando alguém consegue abrir a porta que você sabia que estava trancada!
E quando eu acordei, você foi meu primeiro pensamento do dia. Então o dia foi mais bonito!
E no fim da noite, aquele barulhinho me fez procurar o aparelho sem expectativa até ver que era você. O coração saltou pela garganta, empurrado pelo frio na barriga e os lábios sorriram antes mesmo de querer. Melhor impossível. Quer dizer, possível sim, se fosse você pessoalmente no lugar da mensagem (...) Descobrir que exceções são boas!! São maravilhosas.