
Meu blog não tem seguidores, nem comentários e duvido que um leitor oculto fiel.
Escrevo nele porque gosto.
Escrevo para exorcizar velhos e incômodos sentimentos.
Escrevo para encontrar luz dentro de mim mesma.
Escrevo para arrancar a dor que me sufoca.
Escrevo nele exclusivamente porque ninguém entra, ninguém ler, ninguém sabe de nada, assim ninguém me conhece... ninguém vai ver a minha dor, ninguém vai saber sobre meu sofrimento, ninguém vai ter pena de quem eu sou agora! Do vazio que me preenche. Da agonia que me acompanha. Da tristeza que me consola. Do medo que me segura. Do frio que me aquece. Do desanimo que me assola. Da morte lenta que vivo! Eu sei que bonito e culto, seria transcrever toda essa angustia e martírio em um texto subliminar com palavras difíceis, mas serviria apenas para esconder e omitir tudo isso que sinto desnecessariamente já que não há leitores. Posso simplesmente desabafar, contar, chorar.. todo esse drama, essa ferida aberta e latente.
Sinto-me tão solitária e perdida... sinto saudade do que passou e do futuro que não existirá...
Tanto dentro como fora, sobra apenas a falta.
Por isso vou descrever a canção do Teatro Mágico que revela-me:
Falta tanta coisa na minha janela como uma praia
Falta tanta coisa na memória como o rosto dele
Falta tanto tempo no relógio quanto uma semana
Sobra tanta falta de paciência que me desespero
Sobram tantas meias verdades que guardo pra mim mesma
Sobram tantos medos que nem me protejo mais
Sobra tanto espaço dentro do abraço
Falta tanta coisa pra dizer que nunca consigo...