
Levantou da cadeira e começou a andar pela casa, como se procurasse algo. Talvez, ela mesma, que havia se perdido logo que ele chegou e olhou-a do mesmo jeito de sempre, do mesmo modo há seis anos. Gritou para que ele escutasse.
- Porque não me visitou mais? Senti sua falta. Você não me ama mais.
E ouviu a resposta dele ecoar pela casa.
- É claro que eu te amo. Só você não vê!
Ela silenciou. Parecia que ele sabia o que ela precisava ouvir, mesmo sem dizer e antes mesmo de pensar. Ele entrou no quarto e os dois se olharam, ali parados, próximos demais pra evitar.
- Amor é amor. Ontem, hoje e amanhã!
Abraçaram-se.

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