
Eu ia escrever alguma coisa aqui, sobre meu coração, sobre meu sentimento, sobre o que não interessa a ninguém, mas que por alguma razão (que não existe, e muito idiota) pensei que sim. Porque, por um breve momento vulnerável e bagunçado de mim mesma, tentei desabafar, mas vi à tempo que a força que me ergue, é principalmente aquela que me derruba. É subjetivo e pessoal, então não ligue se não entender, não é pra isso mesmo, a não ser, para aqueles que realmente conhecem minha alma. Estes sim, saberão do que estou falando. Então, decidi fazer uma oração:
A lembrança do passado que dói e que martiriza, levai para outra margem, pois sei que o ferimento tem que ser sentido, mas cicatrizado tem que ser esquecido. As escolhas feitas, por vontade pura, por interferência, ou imposição do destino, já foi tomada. Dai-me força pra persistir no caminho iniciado e ergue meu rosto para não olhar a maldição da saudade do que não foi. Mesmo que o coração fale o contrário.
Sei que não é no meu tempo e sim no Teu, que não é o mesmo dos meus dias, mas consola o lado esquerdo do meu corpo, pra que minha alma não se afogue na tristeza.
Afasta de mim esse cálice. Afasta de mim o amor.
Por favor, por favor, por favor, por favor, por fav...

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