terça-feira, 13 de dezembro de 2011

i nos pingos


E hoje faz exatamente um ano.
É, o tempo passou, mas isso não significa que me curou. No fundo acho que essas coisas não se curam, apenas se acostuma.

Normalmente eu vou para casa, essa noite evitei. Quis fugir de antigos fantasmas, de velhas lembranças. Engano meu, não se pode fugir do que está dentro de nós. Então, me pergunto: Porque tantos casais na rua hoje? Porque a Lua Cheia, a lua dos amantes? Porque o frio, convite de uma companhia? Porque exatamente neste dia? Porque alguém no lugar onde eu não devia estar?
Talvez pra confrontar, pra pesar, pra sentir. Pra arrumar o armário interno, ou apenas pra redescobrir o que nunca esteve perdido. Ainda bem, que não me dediquei a pensar, a racionalizar ou analisar. Senti, tão forte, intenso e incerto como da primeira vez, porém dessa vez, diferentemente, foi desesperançoso.
Contudo, reconfortante, o passado passou pra todos, o futuro não se sabe. O presente está controlável. E penso nos grandes contos e nas grandes fábulas de amor, cheia de finais felizes, tão distante da realidade de meros mortais como eu.
Hoje, em pleno meados do mês de dezembro, pra mim, parece congelado, não há dias à frente, nem máquinas do tempo para trás. Apenas um dia sem fim. Como há um ano atrás, também se colocava um ponto. Mas prefiro aquela noite que já aconteceu, porque foi bipolar, contia o misto dos extremos "melhor e pior", afinal, o amor é assim, possuí as duas faces.

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