Eu não lembro de nenhuma pergunta se eu queria vir. Não lembro porque eu deveria vir. Não lembro de nenhuma recomendação. Nenhuma lembrança!! Apenas a dúvida do mistério que é nascer, viver e morrer. Olho ao redor, olho todas essas tecnologias, olho as pessoas, olho minha família... não entendo nada. Ah, a minha família! Essa é a parte mais difícil de entender. É tão complicado quanto um problema de física (pelo menos pra mim, que detesto física! :S).
Entender as pessoas é muito complexo, entender as que amamos, então... é mais desafiador ainda. Às vezes me sinto injusta, em outras me sinto injustiçada. Porém, isso é só uma questão de referencia, de relatividade! De onde olhamos.
Aceitar que não estamos sempre certos é assustador, aceitar os argumentos dos outros mais assustador ainda, principalmente quando eles confrontam quem realmente somos. Acho que talvez essa seja a grande questão. Como disse Clarice Lispector: "se eu fosse eu" quem realmente eu seria? Será que as minhas prioridades seria as mesmas?
Será que estou sento eu mesma, ou deixo que essas "prioridades" sejam a mim? E assim acabam me fazendo agir como eu não quero mas como é necessário dentro desse tal padrão?
Perguntar, perguntar, perguntar...
Perguntar leva a gente muito longe. Leva a onde não queremos às vezes. Leva pra dentro demais e se quiser pra fora também. Leva aos nossos verdadeiros sonhos. Leva nos à grandes transformações. Ou até mesmo a nada.
Mas se queres saber, eu gosto de perguntar e dos pensamentos que as perguntas me trazem, sejam sobre mim mesma ou qualquer outro assunto. :D

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