quarta-feira, 6 de julho de 2011

Velha Nostalgia

Por mais que pareça que o tempo não passa, ele passa!
Passa e leva tanta coisa com ele, leva o que deveria levar e também o que deveria ficar. Muitas coisas ficaram pelo caminho ou será que fui eu que às passei, decida como preferir. Hoje, não sei porque, quis olhar pra trás. Coloquei Coldplay pra tocar, olhei velhas fotos no pc, pessoas que não estão mais comigo, e veio aquele frio na barriga que algumas lembranças trazem, como borboletas soltas voando dentro da gente, veio aquela sensação de quando sentamos no banco de trás do carro e ficamos olhando tudo que vai se distanciando até sumir, de repente me tornei mar tomado por ondas de emoções e sentimentos antigos e novos.
Um passado bonito, cheio de histórias assim desperta tanta saudade.
Alguém na foto é mais do que apenas um rosto. E eu lembro tão perfeitamente como se fosse hoje o dia em que lhe vi pela primeira vez, sua bermuda pop combinando com seu all star e aquele cabelo meio ruivo que todos chamavam de "lorão". Mais e mais imagens passam como flash, como um curta metragem mudo: as festas; os pós-festas; um carro aconchegante; as gargalhas; os sorrisos tímidos alternados com a malícia dos seus lábios; os olhos de pequenos botões donos dos olhares, ora gulosos, ora admiráveis, ora românticos, ora sedutores, ora distantes... suas mãos fortes, quentes, decididas; seus beijos molhados, apaixonados de desejo, longos, breve e imortais na minha memória; o suor; a voz, os sussurros, a respiração; as madrugadas, os sons hard e frios comoventes; os mais prazerosos delírios, as mais indescritíveis loucuras; a frenética inconstância do querer; a ausência da razão e persistência dos instintos; o amanhecer, o dividir; o descobrir, o despertar e o brincar; o viver; os corpos!
Agora, olhando os velhos retratos, quase em branco e preto, e olhando o quarto como está... não há nada além dessas fotografias e da saudade que tenha restado. O númeno nos contatos do meu celular já foi deletado, acredito que no seu também, os virtuais ainda estão aqui, mas nenhum de nós ousa abir esse antiquado baú, assim os segundos, as horas, os meses vão passando e vai ficando apenas o passado.
Embora ao redor a finitude nos assole, os sentimentos não sejam os mesmo e não tenham as mesmas intensidades, não quer dizer que não exista mais nada. Como a lei de Lavoisier "nada se perde, tudo se transforma".
Ainda há em mim o que havia antes, porém, de outra forma, em forma de carinho e a vontade de que seja cada vez mais feliz.


P.S.: Essa nostalgia não é daquelas que martiriza pelo querer de repetir tudo de novo, é daquelas que alivia por saber que esses momentos de felicidade existiram. s2


serás eterno para mim... jmaf!

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