segunda-feira, 11 de abril de 2011

Pensamentos dessa madrugada:

Hoje não quero lembrar da dor. Aquela dor que nem sequer me deixa chorar, nem me permite protestar, reclamar, apelar ou qualquer coisa assim.
Hoje ou talvez amanhã, quem sabe, eu até chore mais um pouco de novo, de saudade, de felicidade, de tristeza, ou arrependimento, já que as lágrimas são muito previsíveis em certas situações.
Hoje pensei em você mais que nos dias normais...


...esta noite seu sorriso vai estar nos meus sonhos mais bonitos...

sexta-feira, 8 de abril de 2011



Ontem foi um dia triste para todo o país. Principalmente para o Rio de Janeiro. Um rapaz invadiu uma escola e matou doze jovens. Que matou a alma dos pais dessas crianças. Que feriu com a coragem e mente dos alunos que conseguiram salvar a vida nesse massacre.
O Brasil está de luto!
Eu peço um minuto de silêncio em respeito e em homenagem as vítimas.
Quando eu ouvi a respeito da notícia pelo rádio, estava no trabalho, ainda era de manhã, não consegui captar a gravidade do caso. Só durante o horário do meu almoço pude saber afundo o que havia ocorrido. E assim se seguiu por todo o resto do dia. Não havia uma pagina na internet que não tivesse um link, uma manchete, nos rádios anunciavam a cada hora e os telejornais exibiam matérias e matérias. Essa tragédia ganhou proporções mundiais e ficou conhecida como "massacre do Realengo". Fiquei chocada, abalada, triste, preocupada... e também indignada, revoltada. E o minuto de silêncio foi apenas pelo respeito.
Na verdade acho que em um caso como esse temos é que falar. Falar da falta de segurança, dos centros de atendimento psicológicos para pessoas com distúrbios...
Sinceramente, fiquei bem abalada apesar de estar à quilometros de distância. Eu não me acostumo com essas mortes, não me acostumo com esses números de assassinatos, não me acostumo com essa violência, não me acostumo com o mau humor diário das pessoas, não me acostumo com as barbaridades, não me acostumo com a passividade das autoridades em relação a segurança pública principalmente se tratando do povo mais carente, não me acostumo com a banalidade da vida...

Mas eu acredito em Deus!
Eu confio em Deus!

E sei que em nome D'Ele ainda há esperança.

terça-feira, 29 de março de 2011

Não faço uma lista com meus objetivos e prego bem em cima da minha cama. Não faço anotações das coisas especiais - já fiz, de fato! mas já não mais. Não paro pra pensar no futuro como fazem outras pessoas. Penso em como será minha vida daqui há alguns anos enquanto ando por ruas asfaltadas ou quando consigo sentar em um ônibus lotado e trafego pelos percursos urbanos... Nesses breves segundos, imagino como estarei, quem será as pessoas que me rodeará, o que eu gostarei mais, penso que caminhos levará meus pés, se estarei fazendo o que gosto, se ainda acreditarei nas mesmas coisas, penso nas escolhas que terei feito, que opções terei abandonado, o que de hoje ainda restará.

Nesses pensamentos que por rápidos instantes me submeto, não consigo definir nada, supôr nada, crer em nada... A única impressão real e quase tocável é que não tenho certeza! Não tenho a menor certeza do quê serei, de "quem" serei nos próximos anos. Mas algumas coisas eu sei exatamente:

Eu nunca vou casar.

Eu nunca vou ter filhos.

E consequentemente nunca vou contar estórias aos meus netos.

Eu nunca vou ser famosa.

Eu nunca vou ter minha biografia publicada.

E consequentemente minha vida nunca será conhecida realmente por ninguém além de mim.

Eu nunca vou fazer um aniversário de cinquenta anos.

Eu nunca vou visitar a Noruega ou a Basílica de Lourdes.

Eu nunca vou ajudar um viajante em minha propriedade.

E consequentemente nunca vou receber um sábio ensinamento dele.

Eu nunca vou saber o que meus sonhos significavam.

Eu nunca vou ser o sonho de alguém.

Eu nunca vou fundar um projeto social.

Eu nunca vou salvar uma vida.

Eu nunca vou dizer eu te amo pra alguém que não seja da minha família.

Eu nunca vou fazer alguém me amar de verdade.

E consequentemente nunca vou ouvir eu te amo de alguém que não seja da minha genética.

sábado, 12 de março de 2011

Apenas mais uma do Chico.

É estranho, mas às vezes nos deparamos com canções que expressam exatamente o que sentimos, o que calamos nos lábios ou gritamos ao vento, às vezes simplesmente descrevem perfeitamente um determinado momento em nossa vida. Nossa vida particular. Como se sua construção fosse especialmente para nós! Tão singular quanto nossa própria alma...
De uns tempos para cá, tenho ouvido muito mais música que antes, tenho feito dos sons uma grande e agradável companhia. Não que antes não fosse, era sim! A diferença é que agora é mais intenso. Não há nenhum motivo especial, glorioso ou compaixoso, apenas estava olhando tudo ao redor em preto e branco. E a música, está me permitindo pintar cores^^.
Tenho apreciado, quase como terapia, as canções do Chico Buarque. Suas melodias, suas letras... chega a lavar uma pobre agonia. A minha agonia! Não ouso crer que ele criou qualquer uma de suas belas músicas para mim. E é justamente isso que me faz aproximar ainda mais de suas composições e admirá-las com mais entusiasmo. Pois penso que embora descreva tal e qual o momento que vivo, que vejo, que participo, sei que não se trata de mim. Não foi eu quem escreveu, não foi eu que inspirei, não é de fato a minha história. Trata se de outro alguém, que viveu exatamente o que vivo, que passou pelo que passei ou passo. Então sei que não sou a unica, que as decepções ou exaltações não são exclusivas para mim, que efeitos de momentos são efeitos de momentos, ora preto e branco, ora sépia, ora colorido, ora claro, ora escuro, ora nítido, etc.
Aos pouquinho vou reparando com atenção. E assim, também de mansinho, a voz do Chico me faz contemplar muito além de canções!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Das cinzas e o pó, a Liberdade!




De repente todo o pranto e o choro sufocado e triste se desfez.
Toda a culpa e arrependimento foi soprado e arrastado pelo vento.
Ainda não há brilho, mas as imagens em preto e branco ganham cores,
e um calor confortável seca tudo que já foi derramado.
A FLor, enfim, desabrocha!!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Sonho: 17 para 18 de fevereiro

Li uma vez num livro sobre filosofia que não podemos confiar em nossos próprios sentidos, eles nos confundem de tal modo que somos capazes de acreditar em coisas questionáveis. Como o que é real e o que não é! De fato, nossa mente que controla nossos sentidos, nos posiciona numa linha estreitamente fina demais entre a realidade e a imaginação. Um bom exemplo, é aquele sonho que você acorda jurando que tudo aconteceu mesmo.
Eu tive um sonho desses...
Estava sentada na calçada, mas não de onde moro atualmente, quando morava na Barra. Tinha amigas ao meu redor, estavamos conversando animadamente. Era noite e o céu estava estrelado, não sei exatamente o quê, mas algo me fez olhar para o céu e eu contemplei uma estrela cadente. Fiz um pedido, sincero: voltar com o juin. E em seguida compartilhei com minhas companhias o que tinha acabado de ver. Estranhamente nos prendemos a observar as estrelas na esperança de ver outra caindo, embora sabemos que é muito difícil na duração de tempo que estavamos esperando. De repente, assim como um vento de "supetão" que levanta a saia do vestido, avistamos uma luz brilhante, que foi ficando cada vez maior e mais nítido o tom de cor. A medida que se aproximava, percebiamos como era grande. Foi quando finalmente identificamos do que se tratava, era um meteoro em chamas. Caiu à uma distancia razoável de nós. Uma enorme cratera abriu-se no chão, e o povo se desesperou. Do céu vinha muitos outros, era uma chuva de grandes e pesados meteoros envoltos em fogo. A rua que inicialmente parecia tranquíla estava coberta de gente apavorada em gritos, o som era ensurdecedor e o pânico assolava todo meu ser. Segurei a mão da minha irmã e chamei para fugirmos. No meio do tumulto encontramos a tia gaíde, tentei ajuda-la a fugir também, levando-a para minha casa, porém ela se recusou, preferiu ficar na casa da tia lourdinha. Não contestei, pedi para ela ter cuidado, fechar as portas e de maneira nenhuma olhar para fora. Enquanto tentava escapar daquele caos, ouvia o tocar de trombetas, só conseguia pensar que era o fim do mundo, o apocalipse. Eu considerava que simplesmente sabia que tudo aquilo, todos os gritos, sofrimentos e mortes faziam parte do juízo final. Conseguimos chegar em casa, a mãe estava lá com a gabi. Trancamos todas as portas e fechamos as janelas, mas no sonho elas eram de vidro e podia-se ver através delas e minha mente avisava que não podiamos ver como Deus iria julgar as vivos e os mortos. Então, catei todos os meus lençóis e juntamente com lissa cobrimos todas as janelas, tudo era escuro... algo dentro de mim dizia que não veriamos mais a luz do dia, não ia amanhecer, que tudo aquilo era um final. Rezei e sentia que cada vez mais era certo o adeus. Sabia que estava apenas esperando a morte. Estavamos no quarto e a lissa tinha um celular - que em meio aquele desastre ainda funcionava... o.O - foi aí, que em meio a todo o medo de morrer, do pós-morte, do fim do mundo, da perda das pessoas queridas, a angustia, a tristeza, o desespero, o pânico, e de tantos outros sentimentos conflituosos, eu tinha um desejo ou uma necessidade, não sei bem como defini-lo, talvez fosse os dois. Eu pedi a lissa pra me emprestar o celular, para ligar para alguém inimaginavelmente importante, ao ponto de dominar meus pensamentos naquele momento. Eu pedia, suplicavelmente para que minha irmã me emprestasse o celular para ligar para o juin. Para saber onde ele estava, se estava bem e principalmente, para dizer que o amo. Para dizer antes que eu morresse, antes que ele morresse, antes que morressemos sem eu dizer pra ele o que de fato sentia. Naquela hora, morrer era inevitável, mas antes que acontecesse precisava dizer, independente de qual fosse o futuro, vivos ou mortos, que eu o amo.
Que eu o amei desde os quatorze anos, quando ele era minha companhia nas escadas quando voltava da faculdade, que amei durante todo o tempo que estavamos ficando e todo o tempo depois... e eu queria que ele soubesse e precisava dizer.
Quando acordei, segurava o celular... não sei se porque o despertador já havia tocado há algum tempo e sonolenta tenha pegado para desligar, ou por impulso do meu desejo inconsciente.
Enfim, não sei ao certo o que quer dizer esse sonho, mas sei que foi intenso e quando acordei, a sensação que senti, era de que não tinha sido sonho, que era real, que estava vivo em mim!


Interpretadores de sonhos... espero resposta! rsrsrs

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

(...)







Uma praia deserta.
A areia está umida.
A água morna chegando suavemente até tocar os pés.
Não há pássaros sobrevoando o mar.
O som das ondas que quebram e chegam, transporta pra longe.
A energia do vento reanima a alma.
O coração invadido por saudade.
A lembrança é a unica presença.
O céu, misto de alaranjado e vermelhado.
Abre-se os braços em saudação.
Contudo,
Olhar o pôr do sol não tem sentido se está sozinho!

Se apenas é uma companheira que não acompanha...