sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Mariana

A moça parada, parece uma boneca;
nem fala.
Consome uma tristeza, ignora o luar;
nem olha.
O passado jogado na foto revelada;
nem toca.
O barrulho da vida lá fora;
nem ouve.
Os pés descalços, frios, claros, cansados;
nem andam.

Quem passa, repara e se pergunta:
que pensas a moça?

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