sábado, 18 de dezembro de 2010

O Senhor Vento

Tu és como o Vento... leve e solto.

Que chega de mansinho, sem perguntas nem promessas, suavemente seduz e me arrasta em sua dança simples, insana e voraz. Tornando tudo intenso, penetrando em minhas entranhas, fervendo o que há de mais vivo em mim. Então sem laços e compromissos você voa, por outros campos e outras paisagens, sem pressa, sem temores, como um vento tem que ser. Mas o Vento é incerto, mesmo partindo pode voltar!
E voltando me envolve novamente com seu calor e seu frio, sua profundeza e seu vazio, com a beleza e a ausência que ele tem, que ele trás... soprando sonhos e colhendo sorrisos.
Então, o que me resta é parar, admirar e compartilhar do mesmo ritmo, que me prende sem nós, que me chama sem palavras, que apenas me cerca por todos os lados e me faz sentir tudo que ele é, tudo que ele já foi e magicamente o momento. O presente. O agora!
Porque o Vento não espera, não planeja, não comanda, somente deixa acontecer e leva tudo... por acaso, destino ou vontade. Chame como quiser.

Eu só sei que o Vento tem algo de místico, de encantado, algo que inspira, algo que torna o simplesmente apaixonante.



[Para um moço com cabelos cacheado que me cativou]

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